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Mulheres brilham e Brasil conquista mais 2 ouros e 1 bronze no Azerbaijão

Mulheres brilham e Brasil conquista mais 2 ouros e 1 bronze no Azerbaijão
Alana Maldonado e Meg Emmerich dominam e vencem no Grand Prix de Baku; Rebeca Silva fica com o terceiro lugar
Foto: © Divulgação/CBDV

O Brasil encerrou em grande estilo sua participação no Grand Prix de Baku, no Azerbaijão, com mais três medalhas conquistadas nesta quarta-feira (26), sendo dois ouros e um bronze. Alana Maldonado (até 70 kg) e Meg Emmerich (acima de 70 kg) foram as melhores de suas respectivas categorias, e Rebeca Silva, derrotada por Meg na semifinal, venceu na disputa pelo terceiro lugar.

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No dia anterior, a paulista Lúcia Araújo já havia ganhado um bronze na categoria até 57 kg. Assim, o país terminou o primeiro evento oficial do judô paralímpico desde o início da pandemia, há mais de um ano, com quatro pódios ao todo e ficou na terceira colocação do quadro geral, atrás apenas de Azerbaijão e Uzbequistão.

Atual campeã mundial, Alana mostrou por que é a líder do ranking. Primeiro, despachou a uruguaia Mariana Mederos. Depois, na semifinal, passou pela russa Olga Zabrodskaia, quarta do ranking e bronze nesta mesma competição em 2019. Na grande final, a adversária foi Zulfiyya Huseynova, atleta da casa e que eliminara na semi a mexicana Lenia Ruvalcaba, uma das principais adversárias de Alana. Dominante física e tecnicamente, a brasileira não deu chances e venceu para levar o ouro.

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Acessibilidade: Alana e Huseynova são posicionadas pela árbitra na pegada da guarda antes da decisão.

“Estou muito feliz, é a primeira competição após mais de um ano sem competir e sentir as adversárias. Consegui colocar em prática tudo o que a gente vem treinando, principalmente a parte de ne waza (luta de solo), consegui finalizar duas lutas no solo. Vejo isso como um crescimento muito grande. Agora, rumo a Tóquio!”, falou Alana.

No peso-pesado feminino, Meg e Rebeca deram sequência aos excelentes resultados dos últimos eventos e à rivalidade sadia entre elas. Nas respectivas estreias, Meg ganhou da americana Katie Davis e Rebeca, da russa Tatiana Savostianova.

Infelizmente, as brasileiras estavam do mesmo lado da chave e acabaram se cruzando na semifinal, repetindo o combate da final dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. Assim como no Peru, Meg levou a melhor e foi até a decisão para encarar a italiana Carolina Costa, segunda do ranking na categoria. Em um confronto dificílimo, a brasileira estava perdendo quando tirou um ippon da cartola e venceu de forma espetacular.

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#Acessibilidade: Árbitro conduz Meg e a italiana para fora do tatame depois da luta. Todos estão de costas para a imagem, e a brasileira ergue o braço direito para o alto, com o indicador apontando para cima.

“Queria agradecer a quem esteve na torcida pela gente mandando boas vibrações e a toda a equipe técnica, essa medalha é de todos nós. A retomada das competições é importante também para vermos o que temos a melhorar, e essa conquista me ajuda muito na luta para ir a Tóquio”, vibrou a campeã.

Já Rebeca encarou a ucraniana Anastasiia Harnyk no duelo pelo bronze e conseguiu o ippon: “A importância da medalha é porque estamos voltando agora a competir. Foi um bom resultado. Agora é treinar para a próxima”.

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Acessibilidade: Rebeca tenta imobilizar a adversária na disputa pelo bronze. O árbitro, à direita da imagem, ergue o braço sinalizando a interrupção da luta.

Entre os homens, quem chegou mais longe foi Wilians Araújo. O paraibano bateu o britânico Jack Hodgson no combate inicial, mas parou no iraniano Mohammadreza Kheirollahzadeh, melhor peso-pesado do mundo na atualidade, na semifinal. Na disputa pela medalha bronzeada, desafiou o sul-coreano Gwang Geun Choi, campeão paralímpico na Rio 2016 no peso abaixo, e perdeu.

Já Antônio Tenório, recuperado de um quadro grave de Covid-19 que o acometeu no fim de março, mostrou uma recuperação impressionante para ganhar na estreia do cazaque Yerlan Utepov no peso até 100 kg. Depois, perdeu para o alemão Oliver Upmann e, na repescagem, para o uzbeque Sulaymon Alaev.

Na categoria até 81 kg, Harlley Arruda perdeu logo na estreia para o mexicano Eduardo Avila Sanchez e, na repescagem, para o britânico Evan Molloy. No peso até 90 kg, Arthur Silva foi bem na primeira luta ao bater o venezuelano Hector Espinoza Rodriguez. Depois, porém, perdeu os dois combates seguintes. Primeiro, para o ucraniano Oleksandr Nazarenko, líder da categoria no ranking mundial e que ficaria com o ouro. Na repescagem, caiu para o uzbeque Shukhrat Boboev.

Acessibilidade: O sul-coreano Gwang Geun Choi e Wilians se cumprimentam curvando o corpo um para o outro antes do combate pelo bronze. Entre eles, o árbitro está posicionado.

Última parada

O GP de Baku foi o penúltimo qualificatório para os Jogos Paralímpicos. Quem ainda busca se classificar para Tóquio terá uma última chance, no Grand Prix de Warwick, na Inglaterra, nos dias 19 e 20 de junho. Até lá, os judocas da Seleção seguirão se preparando em um campo de treinamento internacional, em Baku, e retornam ao Brasil em seguida ao GP britânico.

A Paralimpíada começa no dia 24 de agosto. O judô terá três dias de competição, em 27, 28 e 29 do mesmo mês. A modalidade já resultou em 22 medalhas ao nosso país na história do evento, sendo quatro outros, nove pratas e nove bronzes.

Renan Cacioli

Fonte: CBDV (cbdv.org.br)

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