Muitas medalhas

Judô brasileiro soma 61 medalhas na história dos Grand Slam realizados no Brasil

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Rafal Burza/CBJ
Quinta edição será em Brasília, de domingo a terça, e anfitriões chegam com força máxima para ampliar

Quinta edição será em Brasília, de domingo a terça, e anfitriões chegam com força máxima para ampliar "quadro de medalhas" em casa

O judô brasileiro desembarca na Capital federal nesta sexta-feira, 04, para disputar o Grand Slam de Brasília 2019, evento que marca o retorno do Brasil como país sede de uma das etapas mais importantes do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. As disputas serão nos dias 06, 07 e 08, com prelimiares a partir das 10h e finais às 16h, na estrutura montada exclusivamente para a competição, no Centro Internacional de Convenções do Brasil.

Os anfitriões, além de contar com o apoio da apaixonada torcida brasileira, podem, por regulamento, inscrever até quatro atletas por categoria de peso, enquanto os demais países têm um limite de dois, no máximo. Por isso, a seleção vem com sua força máxima. Serão 56 atletas brasileiros brigando por um lugar no pódio.

De 2009 a 2012, o torneio foi disputado no Rio de Janeiro e, neste período, o país conquistou 61 medalhas, sendo 11 ouros, 19 pratas e 31 bronzes. No ano de estreia em solo verde e amarelo, Daniel Hernandes foi o primeiro a conquistar o tão sonhado ouro, na categoria pesado masculina. Também em 2009 o Brasil conquistou quatro medalhas de prata e cinco bronzes.

No ano seguinte, foi a vez de Hugo Pessanha (-90kg) subir ao lugar mais alto do pódio. O brasileiro fez a revanche contra o russo Kirill Denisov, conseguiu a vitória e o segundo ouro do país no torneio, disputado no Brasil. Na mesma edição, o judô brasileiro voltou ao pódio mais cinco vezes, com uma medalha de prata e quatro de bronze.

Convocada para a atual edição do Grand Slam, Mayra Aguiar (-78kg) foi destaque na terceira edição da competição no Rio de Janeiro, em 2011. Com apenas 20 anos, ela venceu a americana Kayla Harrison e fez o hino nacional tocar mais alto no Grand Slam. Além dela, mais três judocas alcançaram o ouro: Erika Miranda (-52kg), Leandro Guilheiro (-81kg) e João Gabriel Schlittler (+100kg). O Brasil teve mais três pratas e quatro bronzes na campanha.

O último Grand Slam em solo carioca aconteceu em 2012, antes dos Jogos Olímpicos de Londres. E o Brasil se destacou com uma excelente campanha, com 34 medalhas. Eleudis Valentim (-52kg), Mariana Barros (-63kg), Nadia Merli (-70kg), Marcelo Contini (-73kg) e Victor Penalber (-81kg) alcançaram o ouro, recorde nas campanhas no país. A campanha ainda teve 11 pratas e 18 bronzes.

“Estou muito feliz que o Brasil volte a sediar um Grand Slam. Sempre gostei de lutar em casa, com a torcida a meu favor. Espero fazer uma boa competição. Treinei muito e espero me sentir feliz ao final sabendo que fiz meu melhor”, projetou a meio-pesado Mayra Aguiar (78kg) que, junto com Érika Miranda, têm os melhores resultados do judô feminino brasileiro em Grand Slam em casa. Cada uma tem um ouro e um bronze.

Sete anos após Rio 2012, os brasileiros se reencontrarão com sua torcida para mais um Grand Slam em casa, mas com um desafio ainda maior. Por conta da acirrada corrida mundial pelos pontos no ranking classificatório para Tóquio 2020, Brasília 2019 promete uma disputa de alto nível em termos técnicos e competitivos, com a participação de grandes estrelas do judô mundial, como a lenda Teddy Riner, bicampeão olímpico e dez vezes campeão mundial.

www.cbj.com.br
Confederação Brasileira de Judô

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