Homenagens

Antonio Vieira, mais um Samurai nos braços do nosso Senhor Jesus

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Divulgação

Este período de quarentena tem sido muito triste para o nosso judô nacional, perdemos grandes amigos da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro. Grandes professores de enormes conhecimentos, como: Raimundo João Gama; Alcides Angelim de Lima; Enir Vaccari e Antonio Vieira.

No dia 20 de março, perdemos o nosso kodansha Raimundo João Gama.

O Sensei Raimundo João Gama era Membro da Comissão de Graus da FJERJ, e Licenciado em Educação Física pela Universidade Castelo Branco. Completou sua Pós Graduação em Marketing Desportivo e teve no Judô sua filosofia particular.

Iniciou os estudos do Judô em 1957, no Batalhão Paraquedista Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e como Mestre Theophanes Mesquita, especialista em Kata, foi um dos Professores auxiliares do Mestre Masami Ogino, 9º Dan, na Associação Koshukai de Judô.

Graduado em Aikidô, como atleta representou o Exército Brasileiro nas Competições da Forças Armadas. Foi também autor de dois livros de judô: “Manual de Iniciação do Judô”, editado em 1986, e “Michi: o caminho do guerreiro”, editado em 1997, ambos com sucesso reconhecido pela comunidade judoística.

No dia 13 de abril, nos deixou o Kodansha Alcides Angelim de Lima, 7º Dan.

A homenagem a sua graduação á Kodansha,7º Dan, veio a ser realizada no Torneio de Abertura 2014, pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, que foi representada pelo Presidente Francisco Grosso. Ele realizou a Cerimônia de Graduação dos Kodanshas e homenageou algumas pessoas ilustres com a Medalha de 50 Anos da fundação da FJERJ.

Exemplo de homem que honrou os princípios e valores do judô até o fim de sua vida, era voluntário do projeto Judô Mais que Ouro, do Instituto SOS Reviver, apresentando a Arte do Caminho Suave para crianças e adolescentes de Nilópolis e da Chatuba, em Mesquita.

No dia 13 de abril, perdemos o nosso Kodansha Enir Vaccari, 9º Dan.

Enir Vaccari, foi um dos mais respeitados gestores da história do judô brasileiro. Entre os feitos do sensei como dirigente estão a participação na criação do Departamento de Judô da Federação Carioca de Pugilismo – e, posteriormente, Confederação Brasileira de Pugilismo, das fundações da Federação Guanabarina de Judô, que posteriormente daria lugar à Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, da qual o professor Vaccari foi presidente, e da Confederação Brasileira de Judô, da qual também foi diretor.

Enir Vaccari nasceu em 20 de setembro de 1926. Começou a praticar na Academia Ren-Sei-Kan, em 1951, com o sensei Takeshi Ueda. Uma amizade que durou toda a vida e que, inclusive, virou o livro REN-SEI-KAN: MEIO SÉCULO DE JUDÔ, em 2004. Além do início do judô, o livro ainda conta a trajetória do mestre e do aluno que se envolveram com o Judô, num esforço de propagá-lo como filosofia e não como esporte violento.

Foi o quinto presidente da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro. No seu mandato, nos anos de 1970 e 1971, foi o responsável pela organização do Campeonato Sul-americano Juvenil no Rio de Janeiro, um grande feito para a época. Foram mais de 50 anos de vida dedicados à organização e desenvolvimento do judô carioca e nacional.

Ontem 05 de maio, mais um samurai dos tatames se foi, o Kodansha Antonio Vieira.


Foto: Judô Team Falosi

O professor Antônio Vieira da Silva tinha 90 anos e viveu uma vida inteira dedicada ao esporte. Foi um dos fundadores da Federação Guanabarina de Judô da qual fez parte como árbitro entre 1964 e 1978, e foi instrutor de judô militar e era 8ºDan da FJERJ.

O professor Antônio se formou pela Escola de Educação Física da Marinha (CEFAN), em 1966, e depois completou uma especialização em natação em halterofilismo pela UFRJ, em 1970. Alguns anos mais tarde, em 1991, ainda completaria uma Pós-Graduação em Educação Física pela UFRJ. 

O professor Antônio se formou faixa preta em 1951. A última graduação, entregue pela FJERJ e pela CBJ, foi concluída em 1997 e consagrou o professor a 8º Dan.

O desejo de ser um especialista acadêmico no esporte e no judô fez com que desde 1960 o professor Vieira viesse a se especializar em vários cursos, se tornando um dos ícones do judô nacional.

Além de um dos fundadores da Federação Guanabarina de Judô, foi fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Artes Marciais Antônio Vieira (IBAMAV), da Associação Antônio Vieira de Judô, do Judô Clube Antônio Vieira. Fez parte do grupo de fundadores de outras instituições: Polícia do Corpo de Fuzileiros Navais, em 1949, do Corpo de Fuzileiros Navais, no mesmo ano, do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), em 1966, da Escola de Educação Física da Marinha, em 1966, do Bandeirantes Tênis CLube de Jacarepaguá, em 1962, do Ginásio Portuário do Rio de Janeiro, em 1955, da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e da da Cidade de Resende, em 1951, e do Grêmio de Subtenentes e Sargentos das Agulhas Negras (GSSAN), em 1952.

E, claro, também foi um dos fundadores da FJERJ, em 1961, e da CBJ, no mesmo ano. Era membro da Comissão de Graus da FJERJ atualmente.

Homem de fibra e inteligência notável, Professor Antônio deixou muitas lições e um legado inegável. Como, por exemplo, o poema Lamentos do Velho Mestre, que reproduzimos abaixo.

Eu sempre fui dedicado
Julgo-me quase perfeito
Sempre fui considerado
Sou judoca de respeito

Sou um judoca honrado
Com calma, não desespero
Faixas pretas tenho formado
Faço os Katas que eu quero

O tempo foi passando
A minha forma levou
Hoje fico lamentando
Do tempo que passou

Sou um judoca de fama
Lutando fui uma fera
A consciência me reclama
Já não sou mais o que eu era!

O tempo passou por mim e levou-me
Levou-me a mocidade
Deixou-me a história sem fim
Recordação a saudade!

Que o Senhor nosso Deus receba em sua moradas esses grandes homens que muito fizeram pelo judô nacional.

"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé".

2 Timóteo 4:7

Federação do Judô do Estado do Rio de Janeiro
Francisco de Alvarenga Leandro

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