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Brasil alcança performance consagradora na ginástica rítmica

Foto: CBG

Sem tensão depois da suada conquista da vaga olímpica, a Seleção Brasileira de Conjunto mostrou um enorme potencial, já pensando no sonho de classificação para uma final de Jogos Olímpicos, e conquistou dois ouros nas finais de cinco bolas e mista.

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Nas cinco bolas, o Brasil alcançou uma pontuação muito alta: 40.250, o que lhe deu a medalha de ouro com sobras. Pela primeira vez neste ciclo olímpico, um conjunto das Américas alcança a casa dos 40 pontos. O México, com uma série muito bem executada, alcançou 39.300. O bronze ficou com a equipe dos Estados Unidos (36.100).

Na final da série mista (dois pares de maças e três arcos), o Brasil apresentou uma performance ainda melhor do que a da véspera, que valera a classificação olímpica. Com um lançamento ainda mais preciso dos aparelhos, a equipe comandada pela técnica Camila Ferezin recebeu a nota 36.650. Na véspera, havia registrado 35.950. Já o México, que igualou, neste domingo, a nota que o Brasil havia alcançado no sábado (35.950), novamente saiu com a prata, depois de entrar com um recurso.

Os Estados Unidos, que também competiram mais soltos – o ouro da Ucrânia no Europeu acabou classificando as norte-americanas para Tóquio – conseguiram o bronze, com 33.200.

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Individual. Nas disputas individuais, o Brasil também teve excelente desempenho nas finais por aparelhos. Na bola, as donas da casa fizeram uma dobradinha: Bárbara Domingos conquistou o ouro, com 23.300. Em segundo lugar, com uma série praticamente perfeita, Natália Gaudio registrou 23.250. O pódio foi completado pela norte-americana Alexandria Kautzman (21.250).

No arco, a mexicana Karla Diaz, que conquistou bronze na fita nos Jogos Pan-Americanos foi a melhor: 21.850. Bárbara, que vinha muito bem, apresentou dois desequilíbrios e ficou com a prata, ao somar 21.250. A jovem Lennox Hopkins-Willins, dos EUA, obteve o bronze (20.950).

Bárbara teve seu momento de mais intenso brilho nas maças. Com uma série difícil, ela conseguiu fazer uma apresentação praticamente cravada, e alcançou a nota mais alta de todo o fim de semana no individual: 24.000. Com uma execução muito boa e cheia de energia, a argentina Sol Fainberg conquistou a medalha de prata nas maças (21.050). O bronze coube à mexicana Karla Dias (20.900), apesar de ter pedido o aparelho em um momento. Natália Gaudio obteve a quinta melhor nota (19.750).

Na fita, Natália se consagrou. Numa série com alto grau de dificuldade e muito bem executada, a ginasta capixaba sobrou e ficou com o ouro (20.650). Bárbara, que tem uma série muito empolgante, movida a samba, teve problemas na execução e acabou ficando com a quarta colocação (18.850). Foi o único aparelho em que ela não conseguiu medalha.

A norte-americana Victoria Kobelev, com uma execução muito competente, assegurou a medalha de prata. Um recurso de sua treinadora foi fundamental para que ela pudesse ultrapassar a argentina Sol Fainberg, que obteve 19.250 e conquistou o bronze. Kobelev chegou a 19.300.

Bárbara saiu da Arena Carioca 1 já fazendo projeções para o futuro. “Nosso sonho não acabou. Tóquio me deixou com um gostinho de quero mais. Tenho certeza de que vou estar em Paris-2024 e o trabalho começa já. Eu já sabia, mas agora tenho a convicção de que posso ter uma vaga olímpica”.

A ginasta paranaense explicou como fez para se recuperar do baque da perda da vaga olímpica, na véspera, para a mexicana Rut Castillo. “Tem dias em que a gente está para disputar uma vaga, e era assim que a Rut estava ontem (sábado). Eu sabia que hoje eu poderia sair com quatro medalhas no peito. Faltou uma, né? Mas a nota 24.000 que tive nas maças compensa”.

Natália Gaudio também assimilou bem a vitória de Rut no sábado. “Graças a Deus fechei com chave de ouro a minha participação, com essa vitória na série de fita, que está fluindo bem melhor do que a outra. A gente estreou essa série aqui no Pan”, disse a atleta. “Nosso esporte é assim mesmo. Temos 1min30 para apresentar o que treinamos por anos e anos, e às vezes não conseguimos fazer o nosso melhor. Mas este ano teremos mais etapas de Copa do Mundo e o Mundial, e já vi que estamos bem preparadas. Eu sei que dei o meu máximo, treinei muito. Se não deu, é porque Deus sabe o momento de cada um. A Rut era uma grande inspiração pra mim, desde quando eu era juvenil. Lembro dela nos Jogos Pan-Americanos de 2007, veja há quanto tempo ela está aí. É um exemplo de longevidade”.

Fonte: CBG (cbginastica.com.br)

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