Rio 2016

Dona de seis ouros, Sophie Pascoe tem um novo desafio: multiplicar

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Getty Images/Clive Rose
Sophie Pascoe vai defender seus títulos Paralímpicos nos Jogos Rio 2016

Sophie Pascoe vai defender seus títulos Paralímpicos nos Jogos Rio 2016

Dona de seis ouros, Sophie Pascoe tem um novo desafio: multiplicar suas medalhas nos Jogos Rio 2016

Estrela Paralímpica da natação, neozelandesa diz que está animada para competir na primeira edição dos Jogos da América do Sul

Sophie Pascoe é movida por desafios - e é também um tanto precoce. Aos 22 anos, a nadadora neozelandesa é uma das atletas Paralímpicas mais respeitadas do mundo, com cinco títulos mundiais e seis ouros Paralímpicos. Não é à toa que, com essa idade, ela já tenha uma autobiografia publicada. Em entrevista ao site rio2016.com, a jovem estrela da Nova Zelândia avisa que pretende surpreender e escrever, no Estádio Aquático Olímpico dos Jogos Rio 2016, mais um capítulo da sua história de superação:

“Estou animada para os Jogos do Rio! Espero um povo muito divertido e festeiro, prontos para entregar uma experiência Paralímpica fantástica a todos. Vou enfrentar grandes desafios, mas estou muito focada em atingir meus objetivos e manter meus títulos Paralímpicos. Sei que será muito difícil, mas essa é a minha meta”, diz.

Escrever uma autobiografia aos 20 anos pode parecer prematuro. Mas, no caso de Sophie Pascoe, há muito para contar. Com 15 anos, a nadadora se tornou a atleta Paralímpica mais jovem da história da Nova Zelândia, ao conquistar três ouros e uma prata nos Jogos Pequim 2008. Em Londres 2012, foi além - ganhou três ouros e três pratas. É dona ainda de cinco ouros, três pratas e cinco bronzes em campeonatos mundiais. Responsabilidade demais para uma jovem de apenas 22 anos? Sophie garante que não.

“Eu tive de crescer muito mais rápido do que os meus colegas. É claro que perco um pouco de vida social em relação aos meus amigos da mesma idade e também fico um pouco atrás nos estudos. Por outro lado, estou fazendo o que eu amo e não posso pedir mais nada. Além disso, quanto mais eu viajo ao redor do mundo, mais eu amadureço e ganho em conhecimento e independência”, conta a atleta.

'Acredito que foi a melhor coisa que já aconteceu comigo', diz Sophie sobre acidente
Em sua obra, intitulada "Sophie Pascoe – Stroke of Fate", publicada em outubro de 2013, Sophie fala sobre o acidente que levou à amputação da sua perna esquerda logo abaixo do joelho - o “golpe do destino” que dá nome ao livro. Seu pai aparava o jardim quando ela foi atingida pelo cortador de grama, aos dois anos de idade.

“Nossas vidas todas mudaram naquele segundo, mas acredito que foi a melhor coisa que já aconteceu comigo até hoje. Todo mundo me diz que, desde então, passei a ser uma garotinha que adora desafios. Minha perna – ou a falta dela – nunca me desanimou”, afirma a atleta em seu site.

Para chegar até aqui, Sophie superou inúmeros desafios - alguns deles, bem inusitados. Já imaginou ser um nadador e detestar se molhar?

“Ficar molhada é bem ruim no início... Mas depois do mergulho, é só nadar. Acho que todo nadador vai concordar comigo: nós temos uma relação de amor e ódio com a água. Tem dias que nada parece dar certo mas é aí que a nossa preparação psicológica tem que entrar em ação, para assegurar que cada treino pode fazer a diferença”, afirma.

"Estou animada para os Jogos do Rio”, afirma Sophie (Foto: Getty Images/Mike Ehrmann)

Fora das piscinas, Sophie também se mostra determinada. A neozelandesa tem um projeto para colaborar com a mudança da percepção da sociedade em relação às pessoas com deficiência e deseja ser fonte de inspiração para aspirantes a atletas Paralímpicos:

“Acho que tenho a força e paixão necessárias para atingir mais esse objetivo. É muito bom saber que você é como um modelo para outras pessoas. Espero inspirar muitos jovens com deficiência a entrar no mundo do esporte”, finaliza.

www.rio2016.org
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