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Duda Amorim melhor jogadora de Handebol da história Brasileira

Duda Amorim melhor jogadora de Handebol da história Brasileira
Foto: CBHB/Divulgação

“É MEU INTERESSE AJUDAR O HANDEBOL FEMININO, INDEPENDENTE DO LUGAR EM QUE ESTIVER”

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Ela é a maior jogadora da história do handebol brasileiro. Seu nome será lembrado por esta e pelas próximas gerações. Eleita melhor do mundo, Duda Amorim escreveu definitivamente seu nome na história da modalidade no Brasil. Na Seleção, participou de quatro ciclos olímpicos. O último, no Japão. Hoje, está ‘aposentada’ da Seleção Brasileira, mas segue defendendo as cores do Rostov, da Rússia. Essas e várias outras informações você vai encontrar nesta entrevista que fizemos com nossa eterna ídola.

Judô Tênis

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  1. Passados pouco mais de seis meses de sua aposentadoria da Seleção Brasileira, qual o balanço do período em que defendeu a Seleção e como tem sido acompanhar as Leoas da arquibancada, como aconteceu no Mundial? Por que decidiu encerrar sua participação na Seleção?

Comecei a ser convocada para Seleção quando tinha de 20 a 21 anos, desde 2006. Então iniciei em um momento muito bom. Ainda peguei um pouco da última geração com o Juan Oliver (espanhol). Participei da Olimpíada de 2008, na China. Depois o grupo foi bastante renovado com a chegada do Morten Soubak (dinamarquês). Foi uma nova energia. Também era uma outra estrutura na época, com bastante patrocinadores, o que contribuiu para termos uma equipe grande nos acompanhando. Acho que quando o Morten chegou tivemos uma das épocas em que o handebol brasileiro mais se profissionalizou. Acredito que eles ensinaram a gente a sermos mais profissionais do que a gente era. Foi assim que acabaram vindo os resultados.

Desde 2009, jogamos o Mundial. Em 2011, o Mundial aconteceu no Brasil, quando chegamos muito perto. Começamos a fazer boas apresentações nas Olimpíadas também. O Morten insistiu muito na tecla da competitividade. Ele insistia que precisávamos ter a vontade de ganhar os jogos, não simplesmente participar dos campeonatos. Isso mudou bastante nossa forma de jogar e buscar a vitória. Peguei um momento bem privilegiado até 2013, 2014.

Depois disso, já começou a mudar um pouco. A participação na Olimpíada do Brasil foi abaixo do esperado. Já não eram todas as jogadoras que estavam no pico da sua performance, e geralmente no Brasil a gente tem problema para trazer atleta nova para dentro da Seleção. Quando não se tem muita concorrência como no vôlei, o trabalho acaba não evoluindo de uma maneira tão rápida.

Depois de 2016, começaram os problemas financeiros. Paralelamente, os resultados e as participações das seleções começaram a ficar piores, e o ciclo não foi muito bom. Talvez a equipe não se adaptou ao novo treinador, talvez também a troca de atletas né, que foi muito grande. Não foi desenvolvido o mesmo trabalho da época do Morten.

Após tudo isso, posso dizer que me sinto muito feliz por ter participado da melhor época, dos melhores resultados da Seleção, e dos piores. Jogar uma Olimpíada em casa também foi espetacular. Não é qualquer atleta que consegue participar de quatro ciclos olímpicos. Tenho bastante orgulho de tudo que eu e a Seleção conquistamos juntos. Sem falar na parte pessoal, de conhecer tanta gente boa, tanto atleta excelente, pessoas que vão ficar para vida inteira.

Bom, agora fico realmente como torcedora. Foi especial ver o último Mundial na arquibancada. Decidi encerrar a minha participação na Seleção porque estou querendo encerrar também a minha carreira. Não vi muito sentido iniciar e não concluir o ciclo olímpico. Também é um momento que essa equipe tem que crescer. A partir do momento em que temos que fazer um ciclo todo, é bom começar a dar experiência para todo mundo que está vindo. Elas tiveram uma performance ótima no Mundial. Todo mundo puxou bastante responsabilidade. Isso fez uma diferença da Olimpíada de Tóquio, talvez. Também se adaptaram bem ao trabalho do novo técnico (Cristiano Rocha).

É muito triste que a Confederação ainda passe por um grande problema financeiro. Existe um suporte que a gente tinha e já não tem mais como ter nutricionista (atualmente a nutricionista atende de forma remota), já não tem mais como ter um preparador físico que acompanhe todas as meninas no clube. Isso depende sempre dos profissionais que estão lá. Então nessa questão da estrutura, a Seleção perde muito.

Apenas para exemplificar, os preparadores de goleiras da seleção norueguesa fazem visitas para atletas, treinam, acompanham, fazem análise de vídeo. São os preparadores que mandam programa pra elas. É um trabalho totalmente diferenciado. É uma coisa que o Brasil ainda está meio longe de alcançar, mas mesmo com todas essas situações, eu ainda vejo grande potencial na equipe brasileira. São meninas excelentes, algumas já no pico da sua carreira. Elas são ambiciosas. Vou estar sempre na torcida por elas.

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  1. O Brasil tem feito boas apresentações com a Seleção Brasileira feminina, com a conquista do Sul-Centro e o sexto lugar no Mundial. Como você vê o início do Brasil neste ciclo olímpico? Tem como pensar em algo maior em Paris?

Acredito que elas estão muito bem. As meninas têm bastante talento. Umas já estão no ápice da carreira, outras são mais novas, com as primeiras participações na Seleção. Vejo muita ambição na equipe. Acho que elas conseguiram chamar uma responsabilidade nesse Mundial, o que na última Olimpíada não tinham conseguido. Foi uma participação muito legal, talvez com influência do novo treinador, que está fazendo um bom trabalho.

Esse mundial foi muito importante. As atletas conseguiram passar do primeiro grupo e tiveram sorte no cruzamento. É muito positivo ter ficado entre as oito do mundo, porque também é uma oportunidade de a Confederação conseguir mais patrocínio, mais apoio.

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  1. Sua história como jogadora na Seleção Brasileira chegou ao fim, mas estaria disposta, no futuro, a fazer parte de uma comissão técnica ou mesmo se tornar embaixadora do handebol feminino brasileiro, ocupando um papel mais institucional?

Sim, teria interesse. Em uma comissão técnica, mas não como técnica, porque não me vejo desta forma. Não quero ter a mesma rotina de um atleta. Talvez ajudando como uma consultoria ou até de forma mais próxima, durante campeonatos, pois as competições de seleções são em menor número. Essa possibilidade de acompanhar as atletas é bastante interessante pra mim, porque tenho experiência. Acredito que conseguiria passar conhecimento na questão de “como se tornar mais profissional, como treinar, como conciliar a questão dos clubes com o objetivo na Seleção”. Seria um trabalho interessante para se fazer dentro de uma comissão técnica da Seleção.

Embaixadora também sim. Por que não? Acredito que qualquer oportunidade será analisada com muito carinho. É um interesse meu ajudar o handebol feminino, independente do lugar do mundo em que estiver. Lógico que seria melhor se fosse no Brasil, mas se tiver uma oportunidade aqui, na Europa, estaria muito feliz.

Vamos ver o que vai aparecer no futuro. Estou fazendo a minha parte, que é estudar. Faço Gestão em Administração Esportiva, sei falar umas línguas também. Quero ver se no próximo ano faço mais um curso pela IHF e vou me preparando até aparecer uma oportunidade.

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  1. Já tem planos para depois que encerrar a vida de atleta? Pretende voltar ao Brasil?

Não tenho nada muito definido. Sobre essa questão de emprego, quero descansar bastante. A princípio, quero fazer um curso para ser delegada de jogo. Preciso ver como isso vai funcionar, mas devo morar na Macedônia nesse primeiro momento. Meu marido é de lá e temos estrutura pronta. Porém também tenho estrutura para morar no Brasil, se aparecer uma oportunidade interessante. Mas, por enquanto, os planos são descansar bastante e viajar. Aí, depois, no final do segundo semestre, vou ver o que tem no mercado de trabalho para mim, algum projeto que seja interessante.

  1. Como você avalia este início da nova gestão da CBHb?

Conheço muito pouco da nova gestão. Conversei apenas duas vezes com o vice-presidente, mas vejo que eles estão se movimentando bastante para fazer grupos de trabalho. Acho que teve um grupo de trabalho para o desenvolvimento do esporte feminino. Também vi que conseguiram bolsas de estudo para atletas. Nas redes sociais já tem muito mais informação.

Mas assim, de projeto muito grande, admito que não acompanhei muito e não sei o que tá acontecendo no momento. Tenho contato com a Seleção feminina adulta. E elas falaram que foi tudo bem durante a fase de treinamentos, que contou com a ajuda do COB. Então, em alguns aspectos já estão melhores, mas acredito que é muito difícil ter uma mudança tão grande sem recurso nenhum. Tem muita coisa para ser trabalhada, o Brasil é muito grande, principalmente nas categorias de base. Mas é isso, um passinho de cada vez.

  1. Qual maior sonho de Duda após as quadras?

Após as quadras, bom, acho que ser mãe, né? Formar uma família é um sonho que fui adiando e que agora chegou a hora. Estou feliz e esperando por esse momento.

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Fonte: CBHB (cbhb.org.br)

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