Rio 2016

Seleção feminina de rugby da Nova Zelândia quer conquistar legião

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Rio 2016/Alex Ferro
Kayla McAlister se diverte durante a visita à Praia de Copacabana

Kayla McAlister se diverte durante a visita à Praia de Copacabana

Seleção feminina de rugby da Nova Zelândia quer conquistar legião de fãs nos Jogos Rio 2016

Em visita ao Rio de Janeiro, atletas do 'All Blacks' dão aula para crianças na Praia de Copacabana e explicam por que você pode se apaixonar pelo esporte

Elas vêm de um país que vive e respira rugby, seus uniformes são uma marca global de excelência no esporte e, de quebra, ainda são as atuais campeãs mundiais. Então, quando a seleção feminina da Nova Zelândia fala sobre rugby, é melhor escutar:

“É empolgante, é divertido, é rápido e fantástico”, diz Kayla McAlister, uma das estrelas do esporte, quando perguntada sobre os motivos pelos quais um fã dos Jogos Olímpicos deveria comprar ingressos para assistir às partidas de rugby nos Jogos Rio 2016.
Seu treinador, Sean Horan, também listou seus argumentos:

“Se você gosta de esportes velozes, dinâmicos, que exigem muita habilidade e um fator surpresa, então o rugby sevens é o que você procura. São 14 minutos de muita empolgação”, explica o treinador.

O rugby sevens é uma versão concentrada e mais intensa da tradicional versão para 15 atletas por equipe do esporte, conhecida como rugby union. Disputada por dois times de sete jogadores em um campo, com dois tempos de sete minutos, ele fará sua estreia nos Jogos Olímpicos em 2016 – a versão com 15 jogadores fez parte dos Jogos pela última vez em 1924.
A seleção feminina da Nova Zelândia esteve no Rio durante esta semana depois de vencer a segunda etapa da World Sevens Series, que foi realizada em São Paulo, no último final de semana. A equipe, que também venceu a primeira etapa, em Dubai, está na liderança da classificação e precisa permanecer entre as quatro melhores ao final das seis etapas para garantir sua classificação aos Jogos Rio 2016.

No ano passado, a Nova Zelândia venceu a primeira edição da World Series e o campeonato mundial, na Rússia, e desponta como favorita para conquistar a primeira medalha de ouro Olímpica do esporte em 2016.

Em visita ao Rio de Janeiro, a equipe feminina deu aulas de rugby para crianças de uma comunidade na Praia de Copacabana – com direito à tradicional dança ‘haka’ e a alguns passos de samba (veja no vídeo abaixo) – e se revelou apaixonada pela cidade.

“É realmente especial que o rugby esteja nos Jogos Olímpicos e foi por isso que mudei de esporte (jogava netball antes). Será fantástico. É uma cidade linda, com muitas coisas para conhecer. Fomos ao Cristo Redentor e é maravilhoso. Os Jogos Olímpicos aqui serão incríveis”, acredita McAlister.

Irmã de Luke, jogador de rugby union que fez parte da seleção da Nova Zelândia, conhecida como ‘All Blacks’, Kayla explica quais são as características necessárias para um atleta de rugby sevens.

“Os desarmes podem ser bem intensos, então é preciso ter força física. Também é necessário ter força mental e um bom preparo físico, porque ainda que as partidas durem apenas 14 minutos, o campo é bem grande. Mas, acima de tudo, você tem que se divertir e gostar do que está fazendo”, comenta.

As disputas de rugby nos Jogos Rio 2016 acontecerão no Parque Olímpico de Deodoro, junto com as competições de ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, canoagem slalom, basquetebol, hóquei sobre grama, hipismo, pentatlo moderno e tiro esportivo. Uma mistura entre esportes modernos e tradicionais que promete criar uma atmosfera especial no segundo maior local de competições dos Jogos Rio 2016.

“Será muito legal estar junto com todos estes outros esportes. Todos os esportes têm duas coisas em comum: o profissionalismo e o desejo de competir e vencer”, comenta McAlister.

Competir em um ambiente tão único também empolga o treinador neozelandês:

“Haverá uma grande concentração de atividades lá e será um grande sucesso. Teremos alguns esportes muito dinâmicos, alguns esportes alternativos, muito empolgantes. É isso que as pessoas querem ver. O rugby sevens se encaixa com a sociedade atual: é curto, forte e rápido. Queremos as coisas rapidamente e o rugby sevens atende a isso”, diz Sean.

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