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No XVIII Campeonato Mundial de Atletismo acontecerão provas de rua, em circuitos, maratonas e as marchas atléticas

No XVIII Campeonato Mundial de Atletismo acontecerão provas de rua, em circuitos, maratonas e as marchas atléticas
Visão parcial externa do estádio
Foto: Wikipédia

O Brasil terá 58 atletas na competição, que será disputada de sexta-feira ao dia 24 de julho, no Estádio Hayward Field, em Eugene, o principal palco da competição que terá também provas de rua, em circuitos, como as maratonas e as marchas atléticas

Foto: Wikipédia

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 O XVIII Campeonato Mundial de Atletismo começa a ser disputado nesta sexta-feira (15/7) e prossegue até o dia 24. As provas de pista serão realizadas no emblemático Estádio Hayward Field, em Eugene, Oregon. Já as maratonas serão disputadas num circuito de 14 km entre Eugene e Springfield e as de marcha atlética (20 km e 35 km) ocorrerão num circuito de 1 km próximo ao Estádio Autzen, que faz parte do complexo esportivo da Universidade do Oregon.

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A edição número um do Mundial foi realizada em 1983, em Helsinque, Finlândia. Agora, 39 anos depois, os Estados Unidos serão sede do evento pela primeira vez no torneio adulto ao ar livre, com um ano de atraso. A competição estava prevista para 2021, mas foi adiada em função da pandemia global da COVID-19, que alterou os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para o ano passado. A equipe norte-americana com 150 atletas será fortíssima e candidata a manter sua hegemonia.

O Mundial de Atletismo, como sempre, é o maior entre todas as modalidades esportivas, ficando abaixo só mesmo dos Jogos Olímpicos em termos de participantes. Este ano, a competição reunirá 2.000 atletas de 200 países.

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O Brasil desde 1983 conquistou 13 medalhas, sendo uma de ouro, seis de prata e seis de bronze. A expectativa é de bons resultados a partir desta sexta-feira. “O Brasil tem uma equipe grande, com 58 atletas, e o destaque é o fato de termos classificado três atletas em algumas provas – nas de campo, no disco feminino, no peso masculino e no triplo masculino, o que mostra evolução. E também nos 20 km marcha masculino, nos 35 km marcha feminino, nos 100 m, nos 200 m e nos 110 m com barreiras”, comentou o treinador-chefe Victor Fernandes. “Mostra o trabalho que o Brasil tem feito na formação e na preparação de mais atletas em condições de participar e competir num campeonato mundial.”

Fabiana Murer tem duas medalhas no salto com vara em mundiais – ouro em Daegu-2011 e prata em Pequim-2015. Aposentada das competições e trabalhando como fisioterapeuta, ela comentará o Mundial para o SporTV, que transmitirá a competição para o Brasil.

“Acredito que será um Mundial muito forte, por ser nos Estados Unidos. Eles sempre crescem competindo em casa. Eu vi isso no Mundial Indoor de Portland, em 2016, e acho que agora não vai ser diferente, ainda mais em um estádio histórico para eles e que competiram lá no campeonato nacional em junho”, lembrou Fabiana Murer, integrante do Programa Ídolos da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).



“Será uma competição muito boa de assistir, estou muito animada com o time do Brasil. Acredito que a gente pode ter muitas finais e temos chances de medalhas. O Alison (dos Santos) pode conquistar mais uma medalha de ouro para o Brasil nos 400 m com barreiras, além da minha, que foi a primeira e, por enquanto única, mas espero que outros atletas se juntem a mim. O Alison tem muita chance. O Thiago (Braz), na vara, também tem muitas condições de medalha. Para o Darlan (Romani), no peso, vai ser uma prova muito dura, mas com os resultados dele nessas grandes competições também pode conquistar uma medalha. O Caio (Bonfim), na marcha, tem chance, o Danielzinho (Daniel Nascimento), na maratona, e outros atletas que podem ser finalistas como o Rafael (Pereira), nas barreiras”, prosseguiu Fabiana.

“O Brasil está indo com um time bom, forte, é um time grande, muitos atletas vão ganhar experiência e têm de buscar suas melhores marcas e temos bastante chance de finais, principalmente com os homens. Vou acompanhar de pertinho, assistindo, comentando e torcendo para nossos atletas”, concluiu.

NO OREGON – Mais um grupo de brasileiros desembarca nesta terça-feira (12/7) no Aeroporto Internacional de Portland. São 16 ao todo os atletas que vão se juntar ao grupo que já está nos alojamentos da Universidade. Alexsandro Melo (triplo), Almir Júnior (triplo), Ana Carolina Azevedo (200 m), Ana Caroline Silva (peso), Andressa Morais (disco), Chayenne Pereira (400 m com barreiras), Douglas Hernandes Mendes (4×400 m misto), Fernanda Borges (disco), Gabriel Garcia (4×100 m), Izabela Rodrigues (disco), Jucilene Lima (dardo), Lorraine Martins (200m), Lucas Rodrigues (200 m), Mariana Marcelino (martelo), Mateus Daniel de Sá (triplo) e Viviane Lyra (20 e 35 km marcha atlética) sairam de São Paulo.

Também se juntam ao grupo os treinadores Ricardo D’Angelo e Ricardo Barros, o médico Leonardo Kenji Hirao e o diretor Técnico da CBAt Jorge Bichara. 

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Todas as medalhas do Brasil em Mundiais *

Ouro

Fabiana Murer – salto com vara – 4,85 m – Daegu-2011

Prata

José Luiz Barbosa – 800 m – 1:44.24 – Tóquio-1991

Claudinei Quirino – 200 m – 19.89 (-0.8) – Sevilha-1999

Sanderlei Parrela – 400 m – 44.29 – Sevilha-1999

4×100 m masculino – 38.26 – Paris-2003 (Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Cláudio Roberto de Sousa)

Jadel Gregório – salto triplo – 17,59 m – Osaka-2007

Fabiana Murer – salto com vara – 4,85 m – Pequim-2015

Bronze

Joaquim Cruz – 800 m – 1:44.27 – Helsinque-1983

José Luiz Barbosa – 800 m – 1:43.76 – Roma-1987

Luiz Antônio dos Santos – maratona – 2:12:49 – Gotemburgo-1995

Claudinei Quirino – 200 m – 20.26 (2.3) – Atenas-1997

4×100 m masculino – 38.05 – Sevilha-1999 (Raphael Raymundo de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano Ribeiro e André Domingos)

Caio Bonfim – 20 km marcha atlética – 1:19.04 – Londres-2017

*Outdoor – Ao ar livre

Informações sobre o Mundial estão disponíveis no site do evento: CLIQUE AQUI

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Fonte: CBAt

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