Goalball

Goalball brasileiro celebrou neste domingo (5) um ano do inédito título mundial

2600.V

Divulgação CBDV
Atletas e comissão técnica no alto do pódio.

Atletas e comissão técnica no alto do pódio.

Rio de Janeiro/RJ – Neste domingo (5), o Goalball brasileiro comemorou um dos maiores feitos de sua história: um ano da conquista do Campeonato Mundial IBSA. O título na categoria masculina em cima da Finlândia, por 9 a 1, na casa dos adversários, ficará marcado na memória daqueles que participaram da vitoriosa campanha. Foi um enorme salto para uma equipe, que em 2010, na edição anterior da competição, na Inglaterra, havia ficado com um modesto oitavo lugar.

Técnico da seleção desde 2009, Alessandro Tosim conhece as dificuldades e sabe o que representa o título Mundial. O treinador brasileiro não esconde o orgulho por ter conseguido comandar a equipe até o ponto mais alto do pódio. Lembranças daquela final ainda estão bem frescas na memória. E entre as preferidas, cita a vibração de todos logo após o encerramento da partida.

- A imagem mais bonita do Mundial foi logo ao término (do jogo) quando o árbitro apitou e todos se abraçaram no meio da quadra. Achei muito legal isso, todo mundo saiu pulando, foi a imagem mais bacana. A segunda foi quando tocou o Hino Nacional – lembrou Tosim, destacando ainda o momento mais marcante da competição para ele.

- O mais emocionante e mais marcante foi o Game na Lituânia (14 a 4 na semifinal). Isso é indescritível. Porque você ganhar de uma equipe que tem muita tradição no Goalball, que está há muitos anos no topo do Ranking Mundial, sempre entre os favoritos, e a gente conseguir ganhar deles, e meter um Game acima de tudo. Acho que com isso nós já fomos para a final com muita moral. Ali na final não tinha como a gente perder, a verdade é essa. A energia que foi passada no vestiário (antes da decisão) já via que dificilmente a gente perderia a competição – recorda.

Para chegar ao inédito título, o Brasil entrou em quadra dez vezes. Foram nove vitórias e um empate, ainda pela fase de grupos, contra a Turquia (4 a 4). O desempenho que originou na conquista invicta só valorizou ainda mais o campeão. Leomon Moreno, com 51 gols, foi o artilheiro da competição com quase o dobro de gols marcados pelos segundos maiores goleadores, o brasileiro Romário Marques e o tcheco Jan Bozek, com 30 tentos cada. A dupla brasileira balançou as redes adversárias 81 vezes, mas para Alessandro Tosim, a maior virtude da Seleção foi o trabalho em equipe.

- Ninguém ganha nada sozinho. Uma grande equipe trabalha coletivamente. No esporte coletivo a gente trabalha dentro e fora da quadra. Então, hoje a gente tem uma comissão técnica muito forte. Todos batalhando para fazer os atletas terem a melhor performance possível dentro de quadra. Tudo o que a gente faz hoje é pensado, construído multidisciplinarmente e principalmente o nosso foco é fazer desses atletas verdadeiros campeões – disse.

Depois de conquistar o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011, a prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, o bronze no Parapan-Americano da IBSA 2013 e o título do Campeonato Mundial 2014, Alessandro Tosim não poupou elogios aos jogadores. E fez questão de falar sobre a paixão que tem pela modalidade.

- Nosso grupo é diferenciado mesmo. Esses caras (atletas) são bons demais, a comissão técnica se dá muito bem. E a verdade é uma só: o Goalball é uma paixão indescritível. O que a gente sente pela modalidade realmente é paixão, não tem dinheiro que pague tudo isso – finalizou o técnico campeão do mundo.

Em agosto o Goalball brasileiro tem mais um grande desafio. A seleção brasileira masculina vai em busca do bi dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, enquanto a seleção feminina, buscará o primeiro ouro. Em 2011, a equipe conquistou a prata.

Mais: Brasil conquista inédito título mundial com show sobre os donos da casa

www.cbdv.org.br
Tadeu Casqueira

Mais...

Buscas

Todas as notícias