Campeonato Mundial

Brasileira faz história na natação e fatura prata no Mundial da Rússia

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Divulgação/Brasil 2016
Etiene Medeiros, com a histórica medalha do Mundial de Kazan.

Etiene Medeiros, com a histórica medalha do Mundial de Kazan.

Conquista

Vice-campeã dos 50m costas na Rússia, Etiene Medeiros é a primeira nadadora do País a subir ao pódio em Mundiais de piscina longa; Thiago Pereira chega em segundo nos 200m medley

O Brasil conquistou, nesta quarta-feira (6), no Mundial de Kazan, na Rússia, duas medalhas de prata, sendo que uma delas é histórica para a natação do País. A pernambucana Etiene Medeiros, contemplada com a Bolsa Pódio do governo federal, chegou em segundo na prova dos 50m costas e se tornou a primeira nadadora brasileira a conquistar uma medalha em Campeonatos Mundiais absolutos de piscina longa (50m).

A nadadora travou um duelo equilibradíssimo com a chinesa Fu Yanhui até o final, mas, nos últimos metros a rival foi mais rápida e, com o tempo de 27s11, levou o ouro. A brasileira ficou com a prata (27s26) e a chinesa Liu Xiang garantiu o bronze (27s58). A marca de Etiene é o novo recorde sul-americano da prova.

Mais recordes da nadadora

Aos 24 anos, Etiene segue fazendo historia na natação feminina brasileira. Em 2014, no Mundial de Piscina Curta (25m) de Doha, no Catar, ela venceu a prova dos 50m costas com direito a um novo recorde mundial (25s67). Com isso, ela se tornou a primeira a ganhar a medalha de ouro em provas individuais em Mundiais e a primeira recordista mundial da natação brasileira.

No mês passado, em Toronto, durante os Jogos Pan-Americanos, Etiene voltou a escrever seu nome no esporte com outro resultado inédito entre as mulheres. Ela venceu a prova dos 100m costas e se tornou a primeira brasileira a conquistar o ouro na natação brasileira em Jogos Pan-Americanos. De quebra, a pernambucana quebrou o recorde dos Jogos Pan-Americanos, com o tempo de 59s61.

“Antes de nadar, eu até chorei. Falei ‘que sensação louca’. Um vulcão. Só quem está aqui sabe o controle emocional que você tem que ter. Estou muito feliz”, comemorou Etiene. “É a terceira medalha para o Brasil aqui na piscina. Eu sabia que ia chegar perto do recorde mundial. Até eu estava pensando nisso. Uma das coisas que eu mudei da semifinal para a final foi o início de prova. Foi bom porque consegui baixar meu tempo e o suficiente para ganhar uma medalha”, continuou a nadadora.

Fernando Vanzella, técnico de Etiene e coordenador da natação feminina do Brasil, falou da importância da medalha em Kazan. “Essa é a primeira medalha feminina da história do Brasil, muito importante. É mais um grande resultado para o currículo da Etiene e a credencia, cada vez mais, a estar entre as melhores do mundo. Ela já bateu o recorde mundial e foi campeã mundial em piscina curta."

O técnico também analisou o momento da modalidade esportiva. "A natação feminina está em crescimento. Classificamos os revezamentos para as Olimpíadas, o que é muito importante. Hoje, temos uma geração de nadadoras, de 17 e 18 anos, com os tempos próximos das meninas que estão aqui e vão disputar lugar neste time.”

Masculino

Etiene foi não a única brasileira campeã dos Jogos Pan-Americanos de Toronto a subir no pódio nesta quarta-feira na Rússia. Thiago Pereira – que faturou três ouros, uma prata e um bronze no Canadá e se tornou o maior medalhista de todos os tempos em Jogos Pan-Americanos, com 23 pódios –, também garantiu a medalha de prata nos 200m medley. O vencedor foi o norte-americano Ryan Lochte, com 1min55s81. Thiago, que também é contemplado com a Bolsa Pódio, cravou 1min56s65 e o o bronze foi para o chinês Wang Shun (1min56s81).

“Estou feliz. O importante é que consegui conquistar medalha. Foi uma prova bem nadada e até os 150m eu estava ali junto com o Ryan”, declarou Thiago, que fez uma análise detalhada da prova. “Minhas viradas foram muito boas, principalmente o (estilo) peito e o (estilo) craw, que é uma virada em que eu já saio nadando independentemente do cansaço. A gente tem muito para trabalhar e treinar agora. Estamos a um ano dos Jogos. Amanhã vamos tentar colocar o 4 x 200m livre do Brasil na Olimpíada também. Está sendo muito corrido pra gente, logo depois do Pan. Tem sido um ano mais do que especial para mim. A prata é a minha melhor colocação em Mundiais de 50m. Minha estreia no pódio foi em Barcelona (2003), com dois bronzes”.

Com os resultados de Etiene e Thiago, o Brasil soma, agora, cinco medalhas no Mundial de Desportos Aquáticos de Kazan. Além deles, Ana Marcela Cunha foi ouro na prova de 25 km das maratonas aquáticas; Nicholas Santos foi prata nos 50m borboleta; e Ana Marcela Cunha, Diogo Villarinho e Allan do Carmo asseguraram a prata na prova de 5 km por equipe das maratonas aquáticas.

Fonte:

Ministério do Esporte ,com informações do Brasil 2016.

www.brasil.gov.br
Ministério do Esporte ,com informações do Brasil 2016

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