Hipismo

Após prova de cross country, Centro Nacional de Hipismo recebe elogios de estrangeiros

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Paulo Campos/brasil2016.gov.br
Aquece Rio termina neste domingo (09.08), com a realização das provas de saltos. Membros da equipe Australiana e da Federação Internacional destacam evolução do trabalho

Aquece Rio termina neste domingo (09.08), com a realização das provas de saltos. Membros da equipe Australiana e da Federação Internacional destacam evolução do trabalho

Com mudança de cenário, o Aquece Rio: Concurso Completo Internacional, evento-teste do hipismo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, teve mais um dia de boas avaliações. Sob um sol forte e com muito calor neste sábado (08.08), os atletas disputaram o cross country, segunda etapa do Concurso Completo de Equitação (CCE), no Centro Nacional de Hipismo, no Complexo Esportivo Deodoro, no Rio de Janeiro.

O percurso de 3.217m e 20 obstáculos foi tomado por membros da organização e voluntários, presentes em cada um dos principais pontos da prova para avaliar os atletas e prestar socorro caso necessário. Ao fim da disputa, os organizadores do evento-teste ainda realizaram simulações de atendimento a atletas e cavalos, com o deslocamento de pessoal e ambulâncias pelo trajeto.

“É a oportunidade de colocar as equipes de trabalho juntas pela primeira vez. Testamos a comunicação e os procedimentos que eles precisarão executar e eles foram muito bem. Não houve nenhum percalço. Está havendo uma reunião agora e estão discutindo cada detalhe da operação, desde se faltou água em alguma posição até se os árbitros fizeram um bom trabalho. Isso é ótimo de se ver. Não há um grande problema que precisamos tratar. Estamos em uma posição confortável 12 meses antes dos Jogos”, declarou Tim Hadaway, diretor de competições da Federação Internacional de Hipismo (FEI, em inglês).

Além das operações de pessoal, o piso da pista de cross country também recebeu bastante atenção durante a prova. De acordo com Gustavo Nascimento, diretor de gestão de instalações do Comitê Organizador Rio 2016, este é um dos fatores que mais demandará atenção e cuidados até os Jogos Olímpicos.

“Eles se preocupam muito com a consistência do piso. Não pode ser tão duro nem tão mole. Como é um terreno de 5.700m, não é fácil cumprir esse objetivo”, apontou. “Vamos monitorar isso, os testes vão continuar nos próximos 12 meses quase semanalmente. Mas não foi detectado nenhum tipo de problema e não tivemos nenhum acidente ou cavalo lesionado. A experiência até agora está muito boa”, ressaltou.

Um dos competidores do dia, Márcio Appel foi só elogios ao trajeto desenhado para o Aquece Rio. Segundo ele, a pista atingiu um patamar inédito no país. “Não tínhamos no Brasil uma pista desse nível. Primeiro mundo. Os obstáculos, o piso maravilhoso. Acho que vamos estar no melhor nível do mundo para receber as Olimpíadas”, elogiou ele, que ficou na terceira posição no cross country. A prova foi vencida por Márcio Jorge, com o cavalo Coronel, seguido por Marcelo Tosi, montando Glenfly.

Appel se mostrou satisfeito com o evento como um todo, mas disse que alguns detalhes podem melhorar. “As instalações dos cavalos estão perfeitas. Vejo ainda a parte pessoal, de estacionamento e algumas coisas que precisam ser melhoradas. Mas vemos que está melhorando e estará 100% no ano que vem”, ponderou.

O cavaleiro brasileiro enfatizou ainda que a oportunidade de competir no palco dos Jogos Rio 2016 foi uma experiência extremamente agradável. “Dá um gostinho maravilhoso. É uma simulação, é como se fosse uma Olimpíada. Está sendo uma oportunidade única”, valorizou ele, esperançoso por uma medalha no ano que vem. “O CCE brasileiro nunca ganhou a medalha e vamos vir muito firmes. Estamos com um técnico espetacular (Mark Todd) e acho que a gente vem para brigar (pelo pódio). Temos um ano para melhorar.”

Transformação

Um dos mais famosos criadores de percursos para o cross country do mundo e consultor da equipe australiana de hipismo, Michael Etherington-Smith não escondeu a satisfação com o que encontrou no Centro Nacional de Hipismo.

“Eu vim aqui uns 10 anos atrás e a transformação é fantástica. Acredito que será uma instalação muito boa. Claro que ainda há muito trabalho a ser feito, mas a 12 meses dos Jogos Olímpicos, a fundação está muito boa e o trabalho está em um estágio positivo”, analisou.

Michael revelou que o sentimento era de preocupação entre as equipes de outros países. Após a visita à instalação, no entanto, as coisas mudaram. “Para ser honesto, não fazia muito tempo que as pessoas tinham dúvidas e ouviam boatos sobre o que estava acontecendo. Agora que estão todos aqui, vimos que tudo está indo muito bem. Agora é só manter o trabalho que está sendo feito que tudo funcionará. Estão fazendo um ótimo trabalho”, opinou.

O mesmo vale para Tim Hadaway. O diretor de competições da FEI admitiu que esperava encontrar problemas após uma visita feita ao Centro seis semanas atrás. “Eu tinha preocupações de que algumas coisas não estariam prontas. Havia muito a ser feito na arena de treino indoor, nas arenas de treino, na arena principal e na pista de cross country. Fiquei impressionado quando cheguei aqui esta semana. Me mostrou como o Brasil está empenhado em entregar este projeto”, destacou.

Expectativas para o último dia

Neste domingo (09.08), a arena principal do Centro Nacional de Hipismo recebe a última etapa do CCE: os saltos. Além de definir o campeão do evento-teste, a prova colocará à prova o piso instalado no último mês.

“Ele tem que funcionar de modo a não comprometer a articulação do animal e nem tirar a capacidade dele de saltar. Esse piso é muito sensível, tem sete camadas de drenagem, um carpete de borracha e um composto de areia com uma fibra que importamos da Alemanha, que ao se misturar e molhar, gera essa propriedade de estar saltando, a grosso modo, em um tablado de ginástica. É fundamental que passemos no teste de que ele esteja funcionando perfeitamente”, afirmou Gustavo Nascimento.

Tim Hadaway comparou o piso com outras modalidades esportivas e afirmou que a qualidade é de vital importância para o desempenho dos cavalos. “É como uma quadra de tênis ou um campo de futebol. Temos 12 meses para preparar a arena para os Jogos. O piso está passando por manutenção neste momento e continuará assim até o ano que vem, para ser entregue nas melhores condições possíveis”, explicou.

Veja a galeria de fotos no site: www.brasil2016.gov.br

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Vagner Vargas – brasil2016.gov.br

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