Toronto 2015

Natação fatura 12 medalhas e ajuda Brasil a liderar o Parapan

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Jonne Roriz/MPIX/CPB
Guilherme Batista durante a prova dos 200m SM13.

Guilherme Batista durante a prova dos 200m SM13.

Três ouros, sete pratas e dois bronzes foram conquistados no Aquatics Centre. Daniel Dias conquista vigésimo ouro na história da competição, desta vez em dobradinha com Clodoaldo

A natação brasileira confirmou as expectativas geradas em torno da modalidade no primeiro dia de competições nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Os atletas nacionais subiram ao pódio 12 vezes e a performance ajudou o país a somar 18 medalhas, na liderança do quadro de medalhas. Na piscina foram três ouros, sete pratas e dois bronzes neste sábado (8.08), com direito a duas dobradinhas: Daniel Dias e Clodoaldo Silva nos 100m livre da classe S5 e Joana Silva e Esthefany de Oliveira na mesma prova da S5 feminina.

“Eu fiquei muito feliz com o resultado, ainda mais quando vi que o Clodoaldo estava em segundo. Para mim é uma honra nadar ao lado dele. Espero que nos 50m e 200m livres, que vamos nadar juntos, também possamos repetir a dobradinha”, disse Daniel Dias, que chegou ao vigésimo pódio em Parapans. Ele ainda disputará sete provas em Toronto. O ministro do Esporte, George Hilton, participou da cerimônia de premiação.

Aos 36 anos e em sua quinta participação em Parapans - esteve em todas as edições-, Clodoaldo se diz em plena forma física. “Em 2013 foi descoberta uma hérnia de disco. Sofri com dores de lá até o início do ano. Teve dias em que nem pude treinar, mas agora estou me sentindo bem, tanto na questão clínica como técnica. Minha melhor felicidade aqui é estar nadando sem sentir dores”.

Para se recuperar, ele contou com a estrutura oferecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) no Centro de Treinamento em São Caetano (SP). “Desde setembro de 2014, decidi sair do Rio de Janeiro, deixar minha família e ir para São Caetano, justamente porque o CPB criou um Centro de Treinamento que tem uma equipe multidisciplinar. E naquele momento eu não estava precisando só de treinadores, estava precisando de um tratamento de reabilitação e fisioterapia na coluna”, disse Clodoaldo, que perdeu 11 quilos após começar os treinos no interior paulista.

Cecilia Geronimo durante a prova dos 100m costas S8. Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Joana e Esthefany ainda nadarão juntas mais duas provas. Para a medalhista de ouro em Toronto, foi diferente ganhar ao lado da compatriota, já que ela foi a única brasileira no pódio das quatro provas que venceu no Parapan de Guadalajara 2011. “A prova foi boa, estava preparada e saio feliz. Subir ao pódio com uma pessoa que canta o hino comigo é emocionante”, disse Joana. Por outro lado, Esthefany chega ao primeiro Parapan aos 16 anos.

Ela não foi a única estreante do dia a ganhar medalha. O primeiro ouro brasileiro no Aquatics Center veio com Felipe Caltran, nos 200m livre na classe S14. “Foi uma honra ganhar essa medalha, agora é focar nas outras duas provas que tenho aqui, 100m peito e 200m medley”.

Além de Clodoaldo e Esthefany, as outras pratas foram conquistadas por Edênia Nogueira (50m e 100m livre na classe S4), Ronystony Cordeiro (50m e 100m livre na classe S4) e Talisson Glock (400m livre na classe S6). Os bronzes brasileiros foram de Guilherme Batista (200m medley na classe SM 13) e Ítalo Gomes (400m livre na classe S7).

Rumo ao pódio

Com 18 atletas disputando 13 provas no primeiro dia do Parapan, a natação mostra sua importância para o país atingir o objetivo de ficar entre os cinco primeiros no quadro de medalhas da Paralimpíada do Rio 2016. Criado para tornar possível este objetivo, o Plano Brasil Medalhas proporcionou maiores investimentos no esporte.

“Os recursos têm proporcionado intercâmbios e treinos da seleção, que se reúne por uma semana, a cada dois meses, no Centro de Treinamento em São Caetano. O intercâmbio antes de grandes competições é importante para se conhecer os adversários e aumentar a competitividade. Se um atleta já teve uma experiência internacional prévia, ele vai se sair melhor nas grandes competições”, afirma o treinador-chefe da delegação no Parapan, Leonardo Tomasello.

O Ministério do Esporte mantém dois convênios com o CPB que, somados, chegam a R$ 40 milhões. Um deles, no valor de R$ 1,8 milhão, é destinado especificamente para a participação brasileira no Parapan. “Aqui o grupo foi bem selecionado. Todos vieram para disputar medalhas e nossa expectativa é que cada um faça o melhor para a natação ajudar o Brasil a ficar em primeiro no quadro geral do Parapan”, disse Tomasello.

Veja a galeria de fotos no site: www.brasil2016.gov.br

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Gabriel Fialho – Brasil2016.gov.br

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