Tiro com Arco

Arqueiros brasileiros usam a competição-teste deste domingo para acostumar com o “fator-casa”

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Carol Delmazo/brasil2016.gov.br
Mesmo sem o público geral, presença de amigos e parentes na arquibancada do Desafio Internacional de Tiro com Arco ajudou a equipe anfitriã a lidar com uma situação inédita

Mesmo sem o público geral, presença de amigos e parentes na arquibancada do Desafio Internacional de Tiro com Arco ajudou a equipe anfitriã a lidar com uma situação inédita

Atualizada às 18h10

Não houve venda de tíquetes, mas ao serem chamados nominalmente pelo locutor do Desafio Internacional de Tiro com Arco, evento-teste da modalidade que ocorre no Sambódromo, os brasileiros Marcos Vinícius D´Almeida, Daniel Xavier e Bernardo Oliveira viveram uma situação pouco comum nas competições em que costumam estar. Na arquibancada, algumas dezenas de pessoas gritaram seus nomes e iniciaram um clima de apoio que durou ao longo de todo o combate contra a Índia, nas oitavas de final da disputa por equipes, neste domingo (20.09).

“A gente pensou exatamente nisso, convidar os amigos para ter esse contato. Mesmo que seja muito pouco, já é um contato pra gente testar, já que o público não foi liberado”, disse Marcos Vinicius D´Almeida, de 17 anos.

O combate (como são chamadas as disputas no tiro com arco) com um das referências mundiais da modalidade foi bem apertado. No primeiro set, a Índia venceu por 56 a 52. No segundo, o Brasil empatou a disputa ao ganhar por 53 a 50. O terceiro set teve vitória indiana por 54 a 52. No quarto, apenas um dez na última flechada indiana eliminaria o Brasil, e assim foi: vitória por 55 a 54 na parcial e por 6 x 2 no combate (cada set vale dois pontos).

“Eu estou muito satisfeito com o nosso desempenho. Infelizmente, a gente acabou ficando sem a vitória, mas a gente sabia que não ia ser fácil. A equipe da Índia tem muita tradição, foram cabeças de chave, passaram em primeiro lugar. Nós nos classificamos mal e acabamos pegando um adversário bom logo de cara. Mas nos comportamos bem em um ambiente que é muito diferente para a gente”, avaliou Bernardo Oliveira.

Para o arqueiro brasileiro de 22 anos, o “diferente” também tem a ver com a presença dos amigos e familiares no Sambódromo. “O pessoal gritando já é diferente para a gente. Só isso já foi muito válido para a nossa experiência no evento-teste, porque a gente sabe que no ano que vem vai ser desse jeito para mais”, explicou.

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Para o mais experiente do trio brasileiro, Daniel Xavier, de 33 anos, todo o ambiente do evento-teste foi especial.

“Para a gente, apesar de termos feito um torneio aqui no ano passado (o Campeonato Brasileiro), é a primeira vez realmente que estamos tendo um evento internacional de tiro com arco. É uma emoção diferente. A torcida do seu lado, voluntários falando português, todo mundo torcendo pela gente. É um ambiente diferente do que a gente enfrenta em dezenas de competições. É atirar em casa mesmo. A gente está muito privilegiado de estar aqui com os melhores do mundo no Brasil”, afirmou.

Comportamento monitorado

A chefe de equipe do Brasil, Joice Simões, explicou que o comportamento dos atletas foi monitorado por uma câmera colocada na arquibancada, sem que os atletas soubessem.

“Queremos avaliar o comportamento de cada atleta, se olharam para a torcida, como reagiram quando escutavam seu nome. Queremos ter uma leitura completa do comportamento de cada um para trabalhar em cima disso. A preparação psicológica é um dos aspectos que estamos tratando com cuidado”, revelou.

A disputa masculina por equipes foi vencida pela China, que derrotou o Canadá por 6 a 0. A Holanda ficou com o terceiro lugar. O Desafio Internacional de Tiro com Arco terá ainda as finais individuais no feminino (na segunda, 21.09) e no masculino (terça, 22.09), com a participação do brasileiro Marcus Vinícius D´Almeida. No sábado (19.09), a Coreia do Sul venceu a disputa por equipes feminina. A Ucrânia ficou com a prata e a China, com o bronze.

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Carol Delmazo, brasil2016.gov.br

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