Rio 2016

Rodrigo Pessoa: “Passei por todas as emoções Olímpicas”

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Doug Pensiger/Getty
Com Baloubet du Rouet, Rodrigo viveu grandes momentos na carreira

Com Baloubet du Rouet, Rodrigo viveu grandes momentos na carreira

Cavaleiro, ouro em Atenas 2004, trabalha forte para no Rio 2016 ser o recordista de participações brasileiras em Jogos

A experiência dos anfitriões dos Jogos Rio 2016 tem um nome: Rodrigo Pessoa. Atualmente, o cavaleiro está empatado em número de participações Olímpicas, seis, com outros dois atletas do país: Torben Grael, da vela, e Hugo Hoyama, do tênis de mesa. O primeiro não vai aos Jogos, enquanto o segundo anunciou aposentadoria como atleta para se dedicar à função de técnico. Mas Rodrigo segue firme na missão de representar o Brasil no Rio e ser o atleta brasileiro que mais vezes defendeu o país em Jogos.

Histórias - boas e ruins - não faltam. “Passei por todas as emoções Olímpicas”, disse o cavaleiro, campeão na competição individual do hipismo saltos nos Jogos Atenas 2004. De 1992 para cá, Rodrigo viveu grandes momentos, como em 1996, quando sua apresentação sem faltas resultou em uma medalha de bronze na prova por equipes, o primeiro pódio Olímpico do hipismo brasileiro, ao lado de André Johannpeter, Luiz Felipe Azevedo e Álvaro Affonso de Miranda Neto. Quatro anos depois, novo bronze por equipes e, favoritíssimo ao ouro individual, fez a última apresentação da competição. Seu cavalo, Baloubet du Rouet, refugou, deixando o Brasil sem medalha de ouro naquela edição dos Jogos.

Desacreditado, o ressurgimento com Baloubet aconteceu com a medalha de prata individual em Atenas 2004, que se transformou em ouro quando o cavalo do irlandês Cian O’Conor, Waterford Crystal, falhou no exame antidoping. Em 2008 até participou da disputa de medalha, que não ganhou, e ainda foi desclassificado por doping de seu cavalo, Rufus, em uma edição dos Jogos para o Brasil esquecer no hipismo. Quatro anos depois, com Rebozo, foi à final, mas teve seu pior desempenho em pista, 22º lugar. Ficou a alegria de ter sido o porta-bandeira da cerimônia de abertura. Veja Rodrigo falando de suas memórias:

Para 2016, a expectativa é de mais emoções, com o recorde de participações Olímpicas por bater. “Quando penso nisso, penso na equipe, nas pessoas, nos cavalos que me ajudaram em cada ano Olímpico, desde o início. É um esporte individual, mas é preciso um grupo grande e importante de pessoas por trás, que ajudam você a estar presente naquele momento”, ressalta, Rodrigo.

A pressão é uma realidade. “Claro que competir em casa é sempre uma pressão extra. Ela vai ser mais forte, mas isso faz parte do jogo – outros passaram por isso também em Jogos em casa. É nossa vez agora e a gente tem de demonstrar que pode lidar com isso", comenta o cavaleiro.

O hipismo, segundo ele, passou por transformações desde sua estreia em Jogos, aos 19 anos, em Barcelona 1992. “A técnica evoluiu. Muito mais concorrentes hoje têm chance de chegar ao pódio. A preparação mudou – tudo se profissionalizou muito mais”, avalia Rodrigo. Mas quando o assunto são os favoritos para o Rio, o cenário não muda: “Estados Unidos, Alemanha, Holanda, França e Grã-Bretanha. São os mesmos países de sempre. E temos de nos preparar bem para fazer parte dos favoritos".

O trabalho do Brasil até os Jogos promete ser intenso. Rodrigo não decidiu se montará Status ou Jordan e a equipe está em formação. “A gente tem um grupo de seis atletas, seis conjuntos de categoria elite, que estão sendo observados. Não é muito, mas tem potencial bom", avalia o campeão Olímpico.

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