Rio 2016

Michael Phelps: "Eu não queria viver mais"

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Hannah Foslien/Getty Images
Michael Phelps, com o novo visual barbudo, conversa com Ryan Lochte em competição em Mineápolis, esta semana

Michael Phelps, com o novo visual barbudo, conversa com Ryan Lochte em competição em Mineápolis, esta semana

Nadador, que foi ao fundo do poço antes de um programa de reabilitação, dá fortes sinais de que reencontrou sua motivação e a antiga forma

Maior recordista de medalhas da história dos Jogos Olímpicos, com 18 ouros, duas pratas e dois bronzes, o nadador norte-americano Michael Phelps encarou a morte de perto no período anterior ao processo de reabilitação pelo consumo de álcool que realiza atualmente. “Eu estava em lugar muito escuro. Não queria viver mais”, declarou Phelps em entrevista à revista Sports Ilustrated. A boa notícia é que Phelps, que já declarou seu desejo de vir competir no Rio 2016, tem dado fortes sinais de que reencontrou sua motivação e a antiga forma.

Em setembro de 2014, Phelps foi flagrado dirigindo um carro alcoolizado. Ele se declarou culpado e recebeu o direito de cumprir sua pena em liberdade condicional. Foi internado em uma clínica por 45 dias. Desde então, há quase um ano, não perdeu um treino sequer.

Impossibilitado de ir ao Mundial de Natação em Kazan (Rússia) – por imposição da Federação de Natação dos EUA – participou do Campeonato Nacional de seu país e, em três provas (100m e 200m borboleta, e 200m medley), alcançou nessa competição marcas melhores do que os medalhistas de ouro do Mundial.

Michael Phelps pode se tornar no Rio 2016 o nadador mais velho a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos (Hannah Foslien/Getty Images)

Percebe-se claramente que Phelps está diferente fisicamente. Não só pela redução de gordura corporal durante a reabilitação. Deixou o cabelo crescer, assim como a barba. Já não tem a “aparência-padrão” de um nadador, com o mínimo de pelos no corpo (para minimizar o atrito com a água). Outra mudança é que passou a treinar em piscinas ao ar livre, algo que raramente acontecia anteriormente.

“Acabar de nadar, olhar para cima e ver um céu azul, sem nuvens. Isso para mim é fantástico”, afirmou Phelps na reportagem.

Phelps, que em visita a uma comunidade do Rio aconselhou um grupo de jovens a correr atrás dos seus sonhos, parece seguir, a largas braçadas, rumo a mais um recorde Olímpico no Rio 2016: aos 31 anos, se tornar o mais velho nadador a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos, superando o lendário Duke Kahanamoku, que aos 30 anos obteve dois ouros (100m livre e 4 x 200m livre) nos Jogos Antuérpia 1920.

Nascido em Honolulu, no Havaí (EUA), Kahanamoku tem outras três medalhas Olímpicas (um ouro e duas pratas, entre Estocolmo 1912 e Paris 1924). Entre as suas participações nos Jogos, e também após deixar as competições de natação, ele foi um dos maiores responsáveis pela popularização do surfe pelo mundo.

www.rio2016.org
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