Saltos Ornamentais

Após seis anos, César Castro volta a uma final de Copa do Mundo e fica em quinto lugar

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Gabriel Heusi/brasil2016.gov.br
Saltador repetiu sua melhor colocação em competições mundiais e destacou a motivação de disputar em casa. Pódio foi inusitado, com prata histórica e camisa do Popeye

Saltador repetiu sua melhor colocação em competições mundiais e destacou a motivação de disputar em casa. Pódio foi inusitado, com prata histórica e camisa do Popeye

Nesta segunda-feira (22.02), saiu tudo como planejado para César Castro na prova de trampolim 3m da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Como havia garantido vaga para os Jogos Olímpicos Rio 2016 no dia anterior, a pressão diminuiu. Na semifinal, ainda um pouco tenso, terminou em 12º, o suficiente para voltar a uma final de competições mundiais após um jejum de seis anos – a última vez havia sido na Copa de 2010. E, para terminar o dia, o saltador brasiliense repetiu, na decisão, o quinto lugar do Mundial de 2009, com 437.40 pontos. É a melhor colocação dele.

“Foi muito bom por vários motivos. Consegui a vaga ontem, já foi um grande alívio. Hoje, na semifinal, a pontuação já melhorou consideravelmente, confirmou a vaga para mim. Agora, na final, a pontuação ainda melhorou. Isso é o perfeito, é a sequência que a gente busca. Claro que, aos poucos, foi saindo o peso nas costas, a gente foi ficando mais à vontade, e hoje deu tudo certo”, disse.

A vaga conquistada no domingo foi para o país. Segundo o próprio coordenador da equipe brasileira, Ricardo Moreira, a possibilidade de ser dada a outro atleta além de César já era mínima. Mas, para a confirmação 100% de que a vaga seria dele, segundo o critério da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), César deveria conseguir alcançar 410 pontos. Na semifinal, o brasiliense já havia batido “a meta”, ao obter 423.40. Na final, o resultado foi ainda melhor: 437.40.

“É muito diferente meu astral nesta prova e em uma prova de preliminar, é outra coisa. Isso favorece a técnica, a coisa sai mais fácil. Na semifinal eu ainda não estava saltando como eu gosto de saltar, na final já saiu tudo de acordo com o comando”, contou.

A prova desta segunda passa a ser mais uma boa lembrança do Maria Lenk. A melhor pontuação da carreira foi obtida no parque aquático, 492.70, com a prata nos Jogos Pan-Americanos de 2007. A meta agora é ser finalista olímpico em agosto.

“Eu tenho objetivos muito claros. Em 2013, fui para os Estados Unidos para treinar para isso. Estou saltando até hoje por conta das Olimpíadas do Brasil. Meu planejamento é muito claro, meu objetivo é muito claro. Agora é só executar. Claro que o fator de ser em casa ajuda bastante, tem essa motivação extra que sai a gente não sabe de onde”, explicou.

Popeye e Jamaica no pódio

A final do trampolim 3m masculino teve um pódio diferente do usual. Acostumado a ver chineses no caminho até o topo, o mexicano Rommel Pacheco conseguiu sua primeira medalha de ouro em competições mundiais, com 504.40 pontos. Mas ele subiu ao pódio com uma camisa do Popeye, já que um impasse jurídico com a Federação Internacional de Natação (FINA) impede os mexicanos de competirem sob a bandeira de seu país. Tremulou lá no alto, então, a bandeira da FINA, e foi ouvido o hino da federação. Mas Rommel cantou o mexicano.

“Eu teria adorado ver a bandeira verde, vermelho e branca tremulando, mas no fim das contas o ganhar é o mesmo. Estou muito feliz pelo resultado. Foi uma competição bem diferente do comum, estamos acostumados a ver os chineses, mas é um esporte que pode mudar muito e tem que ficar muito concentrado em cada salto”, disse.

No pódio da disputa do trampolim 3m sincronizado, quando conseguiu o bronze com Jahir Ocampo, na sexta-feira (19.02), ele havia feito uma homenagem ao Rio. Desta vez, preferiu um ídolo de infância.

“No sincronizado, eu usei a camisa com o ‘I love Rio’, e agora eu tinha que usar algo novo. No whatsapp, eu tenho a foto do Popeye. Desde pequeno eu gosto do dele. Como não podia usar nada de México, escolhi algo que me deixa à vontade, que me faz sentir bem. E me deu sorte”, contou.

Completaram o pódio o jamaicano Yona Knight-Wisdom (459.25) e o norte-americano Kristian Ipsen (457.60). A medalha de prata foi histórica. É a primeira do país caribenho em saltos ornamentais e Yona será o primeiro homem jamaicano a disputar uma edição de Jogos Olímpicos na modalidade.

“A medalha de prata está bem acima do que estava esperando. Eu vim para essa competição para conseguir a vaga para as Olimpíadas. Nas eliminatórias consegui ficar em 17º (classificavam 18). Esse foi o meu momento e pude relaxar um pouco. Então, vim para as finais e fiquei em choque com tudo”, contou Yona.

A Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, que é evento-teste para os Jogos Rio 2016, prossegue até quarta (24.02). Nesta terça, será realizada a eliminatória da plataforma 1om masculino, além da semifinal e da final do trampolim 3m feminino.

Ministério do Esporte
www.esporte.gov.br

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