Amamentação

Brasil é reconhecido como referência mundial em doação de leite materno

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Antonio Cruz/Agência Brasil
Opas reconhece Brasil como referência mundial em aleitamento

Opas reconhece Brasil como referência mundial em aleitamento

País recebe placa da OPAS/OMS; estudo realizado por publicação europeia aponta políticas brasileiras de aleitamento como as mais avançadas no mundo

Um estudo publicado pela revista britânica The Lancet revelou que o Brasil tem a maior quantidade de doadores de leite materno no mundo. Entre as iniciativas que ajudaram a colocar o País em posição de destaque, está a Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH).

As políticas adotadas no país desde os anos 1980, detalhadas pela pesquisa, foram reconhecidas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) durante cerimônia de divulgação do estudo, realizada nesta quarta-feira (2), em Brasília. Uma placa comemorativa foi entregue ao ministro da Saúde, Marcelo Castro.

"Hoje é um dia extraordinário para o Brasil, pois estamos sendo reconhecidos como um país referência no mundo inteiro pelo aleitamento materno", destacou Castro. "São dados extraordinários e que nos deixam muito contentes, porque estamos tratando de seres humanos, de crianças que estão tendo um padrão de vida melhor".

A pesquisa revela que o Brasil possui 213 unidades de Bancos de Leite espalhadas pelo território nacional, o que representa 72,9% dos sistemas de armazenamento do mundo. Entre 2008 e 2014, foram coletados 1,1 milhão de litros de leite doados, e as mulheres brasileiras foram responsáveis por 89,2% desse total.

Para a manutenção dessas unidades de armazenamento e distribuição de leite materno, o Ministério da Saúde repassou R$ 3,2 milhões nos últimos quatro anos. A tecnologia utilizada no Brasil, que é de baixo custo, já foi exportada para diversos países.

De acordo com Cesar Victora, um dos coordenadores da pesquisa e professor da Universidade Federal de Pelotas (RS), as políticas adotadas pelo País nos últimos 30 anos foram determinantes para esse resultado. Entre as medidas estão a adoção da licença-maternidade, o trabalho desenvolvido por funcionários do setor de saúde na promoção do aleitamento nas unidades da rede básica e o comprometimento da mídia.

"Por tudo isso, o Brasil hoje é considerado um dos maiores sucessos mundiais na promoção do aleitamento e as taxas de amamentação hoje são maiores do que a grande maioria de outros países do mundo", disse.

Para o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Belrame, o povo brasileiro adotou a campanha de doação desde o início e isso gerou reflexos positivos ao longo dos anos.

"Esse não é um esforço de um governo, ou de um ente do Ministério da Saúde ou de uma secretaria, mas é um esforço de todos. É uma política de Estado que foi abraçada pelo Brasil, que vem desde 1981 fazendo grandes esforços no sentido de fortalecer o aleitamento materno e o que ele significa para a saúde da criança, da mãe, e o que significa para o vinculo da mãe com o seu bebê", ressaltou.

Amamentação

Além da maior quantidade de doadoras de leite, o Brasil também teve posição de destaque na questão da amamentação. Segundo o estudo, as brasileiras amamentam mais que britânicas, americanas e chinesas. Os números apontam que, no Brasil, a taxa de amamentação exclusiva (sem a inclusão de outros alimentos) para crianças até os seis meses é o dobro do verificado na China, no Reino Unido e nos Estados Unidos. O Brasil também fica na frente nas taxas de amamentação até um ano de idade.

www.brasil.gov.br
Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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