Judô

Seleção olímpica conta com time de 56 judocas de apoio na preparação final para os Jogos do Rio

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Marcio Rodrigues/MPIX
Cada atleta tem quatro parceiros de treino com diferentes características

Cada atleta tem quatro parceiros de treino com diferentes características

Em 2008, quando Ketleyn Quadros conquistou a primeira medalha olímpica para o judô feminino brasileiro, a então jovem Rafaela Silva a ajudava nos treinos no time dos atletas de apoio. Felipe Kitadai também passou pela mesma experiência naqueles Jogos de Pequim. Quatro anos depois, foi a vez dos apoios se tornarem atletas olímpicos e representarem o Brasil nos Jogos de Londres, onde Kitadai terminou com uma medalha de bronze no peito. No ciclo seguinte, a situação se repetiu com o peso-leve Alex Pombo, apoio em Londres, e hoje um dos nomes do Time Brasil no Rio 2016. É nessas trajetórias que os 56 judocas de apoio selecionados para a aclimatação em Mangaratiba rumo ao Rio se inspiram.

Dez anos mais novo que seu parceiro de treinos, o peso-pesado Matheus Storti parece não se importar com as tantas vezes que precisa cair num treinamento para que as técnicas de Rafael Silva saiam perfeitas. Aos 19 anos, ele comemora o fato de poder ajudar um de seus maiores ídolos no judô e ainda ter uma experiência única dentro de uma Arena olímpica.

“Eu fiquei muito feliz de ter sido convocado e de poder ajudar o Baby num momento tão importante como este. Foi uma surpresa muito boa”, revela.

Matheus é um dos nove selecionados para aquecer junto com os olímpicos no dia da competição. Além dele, Gabriela Chibana (48kg), Raquel Silva (52kg), Tamires Crude (57kg), Nádia Merli (70kg), Beatriz Souza (+78kg), Daniel Cargnin (66kg), Rafael Macedo (81kg) e Eduardo Faria (90kg) estarão na Arena Carioca 2 para dar suporte no aquecimento de quem vai competir.

“Eu fui apoio da Erika em Pequim e estou sendo de novo agora para o Rio”, relembra Raquel Silva, irmã de Rafaela Silva. “O nosso papel nos treinos é estudar os adversários e levar isso para as simulações de luta que fazemos. Eu aprendo muito com a Erika e dou algumas dicas também. É uma troca. Na competição, enquanto ela está lutando, eu observo o que a próxima adversária faz e passo para ela depois. É uma parceria e, se ela ganhar uma medalha, será como se tivesse um pedacinho de mim ali nessa conquista também.”

A escolha dos apoios é estratégica e feita pela comissão técnica junto com o atleta olímpico.

“Cada um tem quatro judocas para treinar. Eles foram selecionados durante oito treinamentos que tivemos, onde vimos os que se enquadravam melhor. Todos são atletas jovens, com menos de 24 anos, e com histórico de resultados nas equipes de base do Brasil”, explica Ney Wilson, gestor de Alto Rendimento da CBJ.

A equipe feminina tem um perfil diferenciado de apoios. “Todas elas têm, pelo menos, um menino entre os apoios, por conta da força física, uma vez que nossas atletas olímpicas são muito mais fortes do que as meninas mais jovens da mesma categoria”, completa Ney.
Longe de serem “sacos de pancadas”, os judocas de apoio são parte fundamental na construção de uma medalha olímpica a curto e também em longo prazo. Os apoios de hoje podem ser os olímpicos de amanhã. E os olímpicos reconhecem o valor desse trabalho.
“Eles estão vivendo nossos sonhos junto com a gente”, finaliza Maria Suelen Altheman.

www.cbj.com.br
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