Judô

Entenda as especificidades dos treinos técnicos na véspera dos Jogos Olímpicos

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Marcio Rodrigues/CBJ/MPIX
Técnicos da seleção explicam o que se treina antes do maior desafio de todo atleta

Técnicos da seleção explicam o que se treina antes do maior desafio de todo atleta

Depois de quatro anos de treinos e competições, a seleção brasileira de judô, enfim, chegou à reta final de preparação visando aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, que começam neste sábado, 06, para o judô, com Sarah Menezes e Felipe Kitadai estreando no tatame. Concentrados desde o dia 24 de julho na Base de Treinamentos do COB em Mangaratiba, região da Costa Verde do Rio, os dois seguiram uma rotina de dois treinos técnicos diários no dojô, com dois dias de folga. Nesta quinta-feira, 04, ambos encerram, finalmente, o ciclo de preparação e seguem para a Vila dos Atletas, no Rio, onde ficarão até o dia de suas lutas. Mas, o que foi feito nesses onze dias de preparação final? O que treinar e como treinar?

Veja a galeria de imagens dos treinos

Técnica da seleção feminina ao lado de Mario Tsutsui, Rosicleia Campos explica que o principal nesse período é focar nos estudos dos possíveis adversários e aumentar a intensidade dos treinos, com bastantes simulações de luta.

“Nós colocamos todos os atletas de apoio para assistir aos vídeos e trabalhar ao máximo dentro da realidade da luta das adversárias. Toda tarde, nosso treino é voltado para situações de luta pensando na adversária, mas focando na nossa atleta, não pensando só na adversária”, detalha. “Os treinos de judô foram baseados em potência, principalmente para as categorias mais leves, trabalhando golpes com muita velocidade. No início da semana, trabalhamos com intensidade alta e período de recuperação grande. E, agora, no finalzinho, é ouvir muito o atleta. Se o corpo está cansado, tem que descansar, fazer todos os trabalhos com bastante conscientização corporal, cabeça boa e astral lá em cima.”

A equipe masculina segue na linha de fortalecer o espírito competitivo dos judocas e os treinos técnicos têm sido focados em simulações de situações de combate.

“Não é o momento de corrigir mais muita coisa. O que tinha que ser ajustado já foi feito e agora é potencializar a parte de competitividade deles com muito trabalho de pegada, de ser bastante ofensivo e também da conscientização daquilo que ele tem de forte”, explica Luiz Shinohara, técnico da seleção masculina ao lado de Fulvio Miyata. “É um treino de pouco volume, mas com intensidade bastante alta dentro do desgaste que pode ser uma competição.”

Cada atleta ficará em torno de 12 dias na concentração e sairão para a Vila Olímpica apenas dois dias antes de competir.

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CBJ

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