Pentatlo Moderno

Yane Marques se despede dos Jogos Rio 2016 longe do pódio

1030.V

Washington Alves/Exemplus/COB
Pentatleta brasileira terminou a competição na 23ª posição

Pentatleta brasileira terminou a competição na 23ª posição

Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Londres 2012, Yane Marques contou com o apoio de um grande público no Complexo Olímpico de Deodoro nesta sexta-feira, 18 de agosto, no segundo e último dia de competição do pentatlo moderno. Apesar de não ter conseguido repetir o resultado obtido há quatro anos, e terminar em 23º lugar na classificação geral, Yane encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 consciente de que deixou um legado.

Yane começou o dia na 21ª colocação na classificação geral, resultado que obteve na esgrima na abertura do pentatlo, normalmente sua melhor prova entre as cinco modalidades. "Treinei muito, fiz o scout de todas as minhas adversárias. Quando elas entraram eu sabia o que cada uma normalmente fazia. Estava confiante, feliz em pista, simplesmente eu não tocava. Foi a pior esgrima da minha carreira em pontuação", afirmou.

"Não saio com a medalha materializada no metal, mas tenho um troféu que levo para a minha vida inteira que é a dedicação ao esporte, a abnegação, muito esforço, comprometimento, responsabilidade. Não tenho porque ficar triste. Tudo valeu a pena. Sou medalhista olímpica. Hoje não era o meu dia, não tinha que acontecer. Fiz realmente tudo o que tinha de fazer e treinei. Uma medalha seria o reconhecimento maior disso tudo", disse a brasileira, que ainda não sabe se continuará competindo.

"O ano que vem será de teste para mim. Se eu perceber que não vivo sem isso aqui, eu vou continuar. Se eu perceber que a magia e o mesmo sentimento não existem mais, eu acho que o legado já valeu a pena. Conseguir lotar isso aqui para assistir ao pentatlo que há bem pouco tempo ninguém nem sabia o que era. Isso eu tenho uma parcela de contribuição", afirmou.

A natação abriu o segundo e último dia do pentatlo moderno. Yane nadou os 200m livres na quinta bateria, encerrando a prova na terceira colocação com o tempo de 2m14s30. Na classificação geral, Yane foi a nona colocada, somando 298 pontos. A russa Gulnaz Gubaydullina estabeleceu o novo recorde olímpico, com 2m07s94. A marca anterior era da húngara Sarolta Kovacs, com 2m08s11 obtido nos Jogos Londres 2012.

Em seguida, foi disputada o bônus da esgrima, prova que estreou em Jogos Olímpicos. Trata-se de uma nova rodada da modalidade. Cada vitória obtida dá à vencedora do combate um ponto extra. Yane enfrentou a polonesa Anne Maliszewska, mas não se saiu bem, e desperdiçou a chance de aumentar sua pontuação. Por sua vez, Samantha Murray, da Grã Bretanha, venceu oito lutas consecutivas. Com a derrota, Yane manteve os 196 pontos obtidos na esgrima no dia anterior, mas acabou perdendo duas posições na classificação geral, caindo do 14º para o 16º lugar, totalizando 494 pontos.

Yane montou Harry Potter na prova de hipismo. O conjunto foi penalizado com 14 pontos após saltar os 15 obstáculos da pista. A brasileira somou 286 pontos ao final do percurso e 780 na classificação geral, aparecendo na 17ª colocação. No combinado, que reúne tiro esportivo e corrida de 800m, Yane não conseguiu melhorar posições.

"Curti essa última prova, senti a energia e a torcida me impulsionou. Fiz um bom combinado, fiz a minha melhor corrida. Não desisti em nenhum momento. Foi muito tempo longe de casa para chegar aqui e desacreditar. Isso não é do meu perfil. Se tivessem mais 500 voltas eu ia lutar até o fim e com a mesma força que corri essas quatro", garantiu a atleta, que ainda não sabe se disputará os Jogos de 2020, em Tóquio.

"Tenho 32 anos, sou atleta desde os 12. De treino isso significa não ter fim de semana, não poder dormir tarde, não poder fazer diversas coisas. Não sei se consigo encarar isso novamente. Só irei se for competitiva. Sou eternamente medalhista olímpica e esse legado ninguém tira de mim", concluiu.

A medalha de ouro australiana Chloe Esposito, a de prata com a francesa Elodie Clouvel, e a de bronze com Oktawla Nowacka, da Polônia.

www.cob.org.br
COB

Mais...

Buscas

Todas as notícias