Judô

Aos 88 anos, professor José Pereira da Silva se realiza em sua primeira Olimpíada

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Gestor Nacional de Arbitragem da CBJ atuou como Oficial Técnico Nacional na competição de judô da Rio 2016

Gestor Nacional de Arbitragem da CBJ atuou como Oficial Técnico Nacional na competição de judô da Rio 2016

O professor José Pereira da Silva, gestor nacional de Arbitragem da Confederação Brasileira de Judô, não imaginava que, aos 88 anos de idade, poderia viver alguma coisa pela primeira vez. Até que a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos reacendeu uma pontinha de esperança no faixa preta 8º Dan. Era sua chance de poder, enfim, fazer parte do maior evento esportivo do mundo. O sonho, então, virou realidade no dia 6 de agosto de 2016, quando ele entrou na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, para o seu primeiro dia de trabalho nas competições olímpicas de judô.

"O grande desejo de todo mundo do esporte é participar de uma Olimpíada. Como atleta, como árbitro e como dirigente eu não consegui. Já tinha desistido. Até que me convidaram para trabalhar como Oficial Técnico Nacional", conta entusiasmado.

Acompanhado de seu fiel escudeiro e também árbitro, Jeferson Vieira (FIJ A), José Pereira auxiliou a Comissão de Arbitragem da Federação Internacional de Judô durante os sete dias de competições e pôde testemunhar mais um capítulo da história olímpica de sua modalidade sendo escrito sob seus próprios olhos.

"Vi tudo de perto, o que foi o maior privilégio. Estive tão perto, que pude ouvir os gritos dos derrotados e as celebrações dos vitoriosos", relembra.

Ainda que tenha dedicado toda a sua vida ao judô, seja como atleta, como árbitro ou como dirigente, o Kodansha José Pereira ainda se surpreende com aquilo que classifica como magia olímpica e que vai desde um econtro casual pelos corredores da Arena com a lenda japonesa, Yasuhiro Yamashita, até a conquista do primeiro ouro do Time Brasil com a talentosa judoca Rafaela Silva.

"Eu não tinha a dimensão do que era uma Olimpíada. É uma coisa mágica. Hoje, posso dizer que sou um homem realizado. Não imaginava que, aos 88 anos de idade, eu viveria alguma coisa pela primeira vez. E foi única. Nunca mais viverei uma experiência como essa, especialmente no meu país. O judô me deu coisas que não se compram e essa vivência olímpica foi uma das minhas maiores conquistas."

Agora, ele se prepara para uma nova experiência, dessa vez nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, que começam no dia 07 de setembro, e deixa uma lição a todos: sonhos não envelhecem.

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