Jogos Paralímpicos

Tiro com arco tem seu melhor resultado em Jogos Paralímpicos

53.V

Cleber Mendes/MPIX/CPB
Luciano Rezende venceu seus três primeiros adversários do dia

Luciano Rezende venceu seus três primeiros adversários do dia

O choro emocionado de Luciano Rezende ao fim da competição de arco recurvo masculino do tiro com arco, nos Jogos Rio 2016, não era de tristeza por ter perdido a medalha de bronze para o iraniano Ebrahim Ranjbarkivaj. Ao contrário, era de alegria por ter atirado como nunca antes em sua carreira. Luciano alcançou o quarto lugar na competição, melhor resultado de uma modalidade que até então sequer tinha tido um representante brasileiro em outras edições de Jogos Paralímpicos. A torcida presente no sambódromo reconheceu a boa participação do brasileiro, que foi muito aplaudido em todos os confrontos, ao longo desta terça-feira, 13.

“Eu só tenho a agradecer por hoje. Eu vim para dar o meu melhor e consegui: acho que nunca atirei tão bem”, disse o atleta maranhense, que no ano passado foi ouro nos Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015. No ranqueamento, dia 10, quando são definidos os confrontos iniciais, Luciano havia ficado apenas na 27ª colocação entre 33 competidores. Hoje, no entanto, entrou com foco absoluto.

Venceu o primeiro duelo por 6 a 0, contra o italiano Roberto Airoldi, que havia terminado em sexto. O segundo duelo foi um pouco mais difícil. Ainda assim, Luciano impôs um incontestável 6 a 4 sobre o chinês Lixue Zhao, 11º no ranqueamento. Nas quartas de final, enfrentou o terceiro, o alemão Maik Szarszewski, e novamente venceu por 6 a 4. Nas semifinais, no entanto, perdeu por 7 a 3 para o tailandês Hanreuchai Netsiri, segundo no ranqueamento, que acabou ficando com a prata. E perdeu o bronze para Ebrahim, o primeiro – o ouro ficou com o iraniano Gholamreza Rahimi, quinto na rodada que definiu os confrontos iniciais.

“Eu queria a medalha. Queria muito. Mas tudo valeu muito a pena. É a primeira vez que o Brasil está participando de uma Paralimpíada no tiro com arco, apesar de a modalidade fazer parte do quadro paralímpico desde 1960. Nós viemos com oito atletas, e os oito estão muito focados. A comissão técnica é bem preparada e a gente quer mostrar um bom resultado para todo mundo. Torço para que os outros atletas façam um trabalho tão bom quanto eu e que consigam ainda trazer uma medalha, que a gente merece”, disse o arqueiro, sem conter as lágrimas ao lembrar de sua caminhada até esse momento.

Luciano nasceu com um problema congênito na coluna, que prejudicou os movimentos de suas pernas. Nadou dos 13 aos 20 anos. Só aos 30 experimentou o tiro com arco. E logo percebeu que tinha um talento para a modalidade. “Foram mais de sete anos de caminhada e muito treino para chegar até aqui. O mais difícil é o controle emocional. O duelo mais difícil é sempre comigo mesmo”, afirmou.

Fotos: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/albums

www.cpb.org.br
Flávia Ribeiro

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