Judô

O que judocas da seleção acharam da redução do tempo de luta no masculino

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Lara Monsores/CBJ
Pela nova regra, as lutas dos homens, que duravam cinco minutos, agora passarão a durar quatro minutos

Pela nova regra, as lutas dos homens, que duravam cinco minutos, agora passarão a durar quatro minutos

No pacotão de mudanças na regra de competição do judô anunciado pela Federação Internacional de Judô em novembro de 2016 uma novidade impactará exclusivamente os homens. O tempo de luta no masculino foi reduzido de cinco para quatro minutos, um decréscimo que pode mexer com os aspectos da luta e dos treinamentos dos homens de forma considerável.

- Acesse o Relatório CBJ que detalha as mudanças na regra aqui

A justificativa da FIJ para fazer essa alteração passa por questões que levam em conta o dinamismo da competição para as transmissões televisas e também por questões de gênero propostas pelo Comitê Olímpico Internacional a fim de igualar as regras para homens e mulheres no esporte. O tempo de luta no feminino já era de quatro minutos.

Reunidos em Pindamonhangaba para um período de uma semana de treinamentos, os judocas da seleção principal tiveram duas clínicas sobre as regras novas com os árbitros Jéferson Vieira e Edison Minakawa e já estão treinando focados na adaptação às novidades.

Veja abaixo a opinião de alguns deles, especificamente, sobre a redução no tempo de luta:

Charles Chibana (66kg)

"Acredito que a luta vá ficar mais intensa, mas não consigo avaliar ainda se vai ser bom ou ruim para mim. Só experimentando na prática mesmo para saber."

Alex Pombo (73kg)

"É bom, mas a luta vai ficar mais rápida, mais dinâmica. Quem quiser ganhar vai ter que buscar mais a luta, porque é muito pouco tempo para segurar e administrar a luta. Com esse tempo reduzido e com o shido não decidindo mais o combate, acho que os atletas vão buscar definir logo nos quatro minutos. Tem que estar bem condicionado fisicamente, senão vão passar os quatro minutos e você não vai conseguir fazer nada."

Victor Penalber (81kg)

"Acho que muda o estilo da luta. Vai ficar mais intensa. Para o meu estilo de jogo eu gosto. Eu gosto de uma luta mais intensa, eu busco o ippon, e algumas vezes eu chegava no final mais desgastado. Então, acho que essa redução vai favorecer bastante meu jogo e por isso gostei da mudança."

Tiago Camilo (90kg)

"É uma mudança considerável no ritmo e na dinâmica da luta. Parece que se dimuindo o tempo de luta diminui-se o gasto de energia, mas acho que vai ser o contrário. A intensidade vai ser maior, então a preparação física vai ser fundamental. Eu achei bom."

Bruno Mendonça (90kg)

"Acho que essa mudança de tempo na regra vai se equivaler. Acho que continua a mesma coisa, mas com uma intensidade um pouco mais alta devido à essa diminuição de tempo."

Luciano Corrêa (100kg)

"Diminuir de cinco para quatro minutos deixa a luta cada vez mais intensa. O tempo de luta e essas pegadas cruzadas vão ser as coisas mais difíceis para nos adaptarmos. Mas, acho que em aproximadamente três meses, nessa primeira levada que formos para as competições na Europa, já vai dar para adaptar."

Wagner Zaccani - preparador físico

"Sempre tem uma diferença entre as categorias e a gente espera mais intensidade nos combates, principalmente, nas categorias mais leves. Vamos ter que ajustar a preparação física do atleta para essa intensidade toda, claro, respeitando a característica de cada um. O atleta que é potente a gente vai ter que deixá-lo mais potente ainda em menos tempo, entrar um maior número de golpes em menos tempo, por exemplo. Isso, no trabalho de potência vamos ter que fazer de forma diferente, assim como no trabalho de condicionamento cardiovascular. Vai ser preciso aumentar a intensidade do trabalho devido à demanda energética de uma luta que vai ter menos tempo, mas com a intensidade mais alta."

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