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CBJ e ABCD firmam acordo de parceria para realização de exames de dopagem

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Documento com as obrigações de cada entidade foi assinado nesta sexta, 27 de janeiro, na sede da Confederação. Plano Anual de Controle de Dopagem prevê mais de 300 testes ao longo do ano

Documento com as obrigações de cada entidade foi assinado nesta sexta, 27 de janeiro, na sede da Confederação. Plano Anual de Controle de Dopagem prevê mais de 300 testes ao longo do ano

Representantes da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) se reuniram na sede da CBJ nesta sexta-feira, 27 de janeiro, para assinarem um acordo de parceria para a realização de exames de dopagem e para oficializar o Plano Anual de Controle de Dopagem. Assim, a entidade máxima do judô brasileiro se torna uma das primeiras entre as modalidades olímpicas a entrarem em acordo com a resolução número 49 do Conselho Nacional de Esporte, publicada no Diário Oficial em 19 de dezembro, que determina, no primeiro parágrafo do artigo 4º:

“Somente poderão ser atendidos pelo Bolsa-Atleta os atletas inscritos em modalidades na qual a Confederação tiver seu Plano Anual de Controle de Dopagem aprovado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem – ABCD”.

Dessa forma, a CBJ cumpre a obrigação legal para que nenhum atleta deixe receber o auxílio do Ministério do Esporte. O Plano Anual proposto pela CBJ foi elaborado ao longo de dois meses e prevê mais de 300 testes ao longo de 2017, sejam eles em competição ou fora delas. Haverá ainda o desenvolvimento de programas educacionais, em princípio, mais voltados para os judocas das categorias de base.

“Essa parceria é uma ação fantástica por colocar as entidades que trabalham com o esporte numa mesma linha de discurso e de ação. É algo fundamental para manter o esporte limpo, premiando os atletas que agem dentro da legalidade, das regras”, disse o presidente Paulo Wanderley Teixeira, lembrando que a prática do controle de dopagem já é firmemente estabelecida na CBJ. “Para receber os recursos diretos da CBJ, os atletas assinam um termo em que está estabelecido que se o atleta usar substâncias ilegais perde direito ao benefício. Já faz oito anos em que trabalhamos desta forma”.

Além de Paulo Wanderley, responsável pela assinatura dos documentos, estiverem presentes ao encontro os gestores Ney Wilson, de Alto Rendimento; Robnelson Ferreira, de Eventos Nacionais; e Marcelo Theotônio, das Equipes de Base. Já a ABCD foi representada pelo secretário nacional Rogério Sampaio; pelo assessor/gestor administrativo, Sandro Teixeira; e pelo diretor de operações, Dr. Alexandre Velly Nunes.

“O judô tem uma questão ética que é intrínseca ao esporte, está no seu DNA. Essa parceria com a CBJ reforça a vontade de se trabalhar para manter este aspecto intacto. Hoje, a sociedade cobra cada vez mais um comportamento ético, transparente e os atletas e entidades esportivas devem ter isso como parâmetro”, disse o secretário nacional Rogério Sampaio.

A ABCD já havia realizado encontros parecidos com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e com o Comitê Olímpico do Brasil e nas próximas semanas já tem agendadas visitas à Confederação Brasileira de Vôlei e à Confederação Brasileira de Atletismo.

www.cbj.com.br
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