Vôlei de Praia

Três duplas femininas do Brasil vão às oitavas de final no Major Series dos EUA

80.V

2018 FIVB
Fort Lauderdale, que ao todo distribui 600 mil dólares em premiações aos atletas participantes, recebe uma etapa do Circuito Mundial pela terceira vez

Fort Lauderdale, que ao todo distribui 600 mil dólares em premiações aos atletas participantes, recebe uma etapa do Circuito Mundial pela terceira vez

O Brasil avançou com três duplas nas oitavas de final do torneio feminino do Major Series de Fort Laudardale, nos EUA. Ágatha/Duda (PR/SE) e Taiana/Carol Horta (CE) venceram seus jogos da fase de grupos e repescagem nesta quinta-feira (01.03) e estão classificadas à próxima fase. Fernanda Berti e Bárbara Seixas (RJ) já haviam se garantido na última quarta-feira, com duas vitórias na esteia. Já Maria Elisa e Carol Solberg caíram na repescagem.

As duas duplas que avançaram nesta quinta-feira saíram de situação difícil em Fort Laudardale. Por terem perdido na estreia de seus grupos, estariam eliminadas caso fossem derrotadas novamente na segunda rodada. Mas reagiram e superaram adversárias para seguirem no Major. As disputas de medalha terão transmissão ao vivo do SporTV no próximo sábado (03.03).

Nas oitavas de final, Ágatha e Duda encaram em duelo inédito as norte-americanas Branagh e Fendrick, às 16h (de Brasília). Mesmo horário do duelo entre Fernanda Berti e Bárbara Seixas contra as canadenses Bansley e Wilkerson, contra quem já somam duas vitórias. Taiana e Carol Horta enfrentam as australianas Artacho e Clancy, às 15h, em confronto inédito.

Quem conseguiu o primeiro resultado positivo do dia foi a parceria temporária das cearenses Taiana e Carol Horta. Elas venceram as holandesas Keizer e Meppelink por 2 sets a 1 (21/10, 22/24, 15/12), em 45 minutos, e avançaram em terceiro no grupo D. Horas mais tarde, na repescagem, triunfo por 2 sets a 1 (21/19, 18/21, 15/12) sobre outra dupla holandesa: Stubbe e Van Iersel, em 47 minutos. Taiana destacou a influência do vento nos duelos.

“Os jogos foram disputados com vento forte, então tínhamos que saber que no lado ‘bom’ faríamos mais pontos, e no lado ruim, sofreríamos. Estamos jogando desde segunda-feira, pelo country quota. E apesar do cansaço físico, vamos ganhando mais entrosamento, nos conhecendo mais. Foram jogos muito disputados e estamos felizes por conquistar essa vaga. Nas oitavas também teremos vento, teremos que saber lidar novamente com isso. As australianas são um time novo também e teremos que entrar focadas”, declarou.

As atuais campeãs do SuperPraia também conseguiram duas boas vitórias. No grupo G, venceram com gostinho de revanche as suíças Heidrich e Verge-Depre, para quem haviam perdido os últimos dois confrontos e que agora nos EUA conseguiram eliminar. Vitória por 2 sets a 0 (21/15, 21/18), em 34 minutos. Na repescagem, contra as alemãs Laboureur e Julia Sude, vitória por 2 sets a 0 (21/12, 21/14), em 32 minutos de duração.

“Tivemos jogos duros nesta quinta-feira, acabamos perdendo na estreia e hoje enfrentamos as atletas da Suíça. Havíamos perdido duas vezes contra elas, mas a Letícia (Pessoa, técnica da dupla) cobrou mais atitude. Entramos com uma postura diferente, com mais velocidade. Não queríamos perder e sermos eliminadas na fase de grupos. Encerramos uma espécie de passividade e precisamos seguir assim até o final do torneio”, disse Duda.

Maria Elisa e Carolina Solberg (RJ) começaram bem o dia, superando as norte-americanas April Ross e Alix Klineman por 2 sets a 0 (21/18, 21/17), em 37 minutos, avançando em terceiro no grupo E. Na repescagem, porém, acabaram caindo para as também norte-americanas Summer Ross e Brooke Sweat por 2 sets a 1 (16/21, 21/15 e 8/15), em 47 minutos de jogo.

"Não tivemos uma virada de bola tão boa, cometemos alguns erros e não jogamos bem. Elas foram superiores. Tentamos nos mantermos bem no saque, forçamos um pouco, mas elas estavam no dia delas", lamentou Carol Solberg após o duelo.

Fernanda Berti e Bárbara Seixas não entraram em quadra nesta quinta-feira, já que disputaram – e venceram – dois jogos na última quarta. Elas já estavam garantidas nas oitavas de final com a liderança do grupo H e tiveram o dia de folga.

Fort Lauderdale, que ao todo distribui 600 mil dólares em premiações aos atletas participantes, recebe uma etapa do Circuito Mundial pela terceira vez. Em 2015, a cidade foi sede do World Tour Finals quando Alison/Bruno Schmidt e Larissa/Talita subiram no lugar mais alto do pódio. Fora em 2016, voltou ao calendário com o Major no ano passado.

Contando todas as etapas já realizadas nos Estados Unidos, o Brasil soma 10 medalhas de ouro no torneio masculino e 11 no feminino, com um total de 42 medalhas conquistadas. O Brasil venceu as últimas cinco paradas americanas e busca manter a hegemonia no país.

www.cob.org.br
Comitê Olímpico do Brasil

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