Judô

Ano com agenda cheia motiva atletas da seleção de judô paralímpico para Mundial

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Bruno Miani/CBDV/Inovafoto
Em nova categoria, Lucia Araujo destaca ano com muitos eventos

Em nova categoria, Lucia Araujo destaca ano com muitos eventos

Um ano agitado para o judô paralímpico brasileiro. Com seis eventos, intercâmbios, incluindo um treinamento no Japão, 2018 é tido como aquele com mais desafios para os judocas da seleção, que tem como objetivo principal a medalha no Campeonato Mundial IBSA em novembro, na cidade de Lisboa, Portugal.

E para alcançar um lugar no pódio na tão desejada competição, os atletas terão diversos eventos para se prepararem como nunca aconteceu antes. O presidente José Antônio Ferreira Freire destaca o investimento nos atletas e acredita no sucesso dos brasileiros no Campeonato Mundial.

“O que estamos proporcionando ao judô paralímpico nunca aconteceu. Estamos apostando muito nessa equipe, vamos leva-la para várias competições internacionais. Esses eventos fora do Brasil tornam os judocas mais competitivos. Temos grandes expectativas de chegar no Mundial e trazer ótimos resultados. Estamos apostando muito nisso e temos certeza que este é o ano do judô. Vamos em busca de várias medalhas”.

Um dos principais nomes do Brasil no judô paralímpico, com conquistas relevantes nos últimos anos, entre elas as duas medalhas de prata paralímpicas, Lucia Araújo sabe da importância de estar sempre competindo em eventos internacionais, principalmente pelo fato de estar numa nova categoria (meio-médio), a qual precisa ter um conhecimento mais das adversárias.

“Me sinto privilegiada de poder participar de todas as competições. Você acaba sentindo os adversários e tem a oportunidade de poder corrigir os erros e melhorar. Creio que nunca tivemos um ano com tantas competições, o que se aproximou disso foi em 2016, um ano que teve algumas competições, mas igual a esse ano não. E eu acredito que vamos sentir esse resultado no Mundial, que vai ser bem nítido todo esse investimento feito. A gente está começando a preparação mais forte para 2020 e os bons resultados vão chegar em cada competição. E para mim é importante por estar numa categoria nova, poder ter todo esse ritmo de competição, sentir várias atletas do meu peso e ter a adaptação. É um ano grandioso e acredito que os resultados vão ser melhores que nos anos anteriores. Consequência de todos esse investimento”, exaltou Lúcia.

Todo esse investimento feito na preparação da seleção brasileira de judô paralímpico é possível graças às parcerias com o Comitê Paralímpico Brasileiro, Governo Federal e, principalmente, ao patrocínio da Infraero, apoiadora da modalidade desde 2009. O presidente José Antônio reconhece a importância da parceira e acredita que os resultados positivos estão ligados a esse investimento.

“A importância da infraero nesses últimos anos foi fundamental para o investimento das etapas do Grand Prix, nas fases de treinamento, na elaboração dos projetos para viagens em competições e intercâmbios. E nessas últimas Paralimpíadas, nos Jogos Parapan-Americanos e Campeonatos Mundiais, foi possível ver o crescimento do judô. O bolsa-pódio também veio trazer grande avanço e de fato mudou muito a historia do judô. Temos um universo de judocas e essas parcerias ajudaram bastante, a realidade do judô é outra depois desse patrocínio”, enalteceu o presidente.

O principal campeonato do Brasil no judô paralímpico é o Mundial de 16 a 18 de novembro, em Lisboa. Mas antes, os atletas têm a Copa do Mundo de 19 a 26 de abril, em Antalya, Turquia, o Campeonato das Américas de 17 a 23 de maio, em Calgary, Canadá, além das etapas do Grand Prix Infraero, a primeira no dia 17 de março, em São Paulo, e a segunda no dia 7 de setembro, no Rio de Janeiro. No dia 10 de fevereiro, cinco atletas conquistaram medalhas no German Open, em Heidelberg, na Alemanha.

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