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Em dia de ouro para campeão mundial e para gêmeas prodígio, Copa Rio 2018 marca retorno em grande estilo

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João Vitor Ferreira, primeiro campeão mundial de Judô Para Todos com chancela da FIJ, e as irmãs Thayná e Thayane Lemos foram os destaques do primeiro dia da tradicional competição

João Vitor Ferreira, primeiro campeão mundial de Judô Para Todos com chancela da FIJ, e as irmãs Thayná e Thayane Lemos foram os destaques do primeiro dia da tradicional competição

A edição de 2018 da Copa Rio Internacional de Judô começou com um grande desempenho de um catarinense, atual campeão mundial, e de uma dupla muito parecida do Rio de Janeiro. Na competição de Judô Para Todos, que engloba judocas com deficiências visual, motora, intelectual ou físicas, o grande destaque foi de João Vitor Ferreira. Em outubro do ano passado, ele havia se tornado o primeiro campeão mundial brasileiro ao vencer suas seis lutas na competição por ippon. Nesta sexta, João mostrou que, apesar do nervosismo que ele mesmo confessou estar sentindo pela responsabilidade de ser o favorito, a fase continua boa e venceu mais duas lutas por ippon para conquistar o título da Copa Rio em sua categoria. O Judô Para Todos contou com quase 100 judocas, de todas as idades. Foi uma grande festa de famílias conectadas através do esporte.

“O judô é uma ferramenta incrível para a inclusão das crianças, dos jovens e das pessoas com alguma deficiência, mas não só para os atletas, para as famílias também, Nos transformamos numa grande família. Há alguns anos a gente já vem junto, os meninos se gostam, estamos sempre nos comunicando. Hoje eu estou aqui no Rio porque uma família que também tem um filho na mesma situação nos acolheu na casa deles. Eles quando foram à Copa Santa Catarina, ficaram na minha casa. Então, é uma família que está crescendo, com muita luta, sempre com os esforços próprios como é no esporte amador, mas o movimento está se organizando. Ter campeonatos como esse é fundamental para inspirar outras famílias”, disse Giovani Ferreira, técnico e pai de João Vitor.

João, natural de Timbó (SC) pratica o esporte desde os seis anos e é de uma tradicional família de judocas, são sete faixas-pretas, e é a quarta geração no “Caminho Suave”. Mas não é só no esporte que o campeão mundial inspira outras pessoas. Portador de x-frágil, João Vitor começou a cursar a faculdade de fisioterapia este ano porque quer ajudar outras pessoas. “Ele pensou em desistir por causa da sobrecarga de conteúdo, mas os colegas e os professores não deixaram. Nós temos um grupo de Facebook com famílias que têm filhos com x-frágil e que dizem que o João é um exemplo para eles. Quando ele tinha 14 anos, a professora de reforço escolar disse que ele não passava de um retardado. Ele andou quilômetros sozinho até em casa e chegou chorando porque era justamente a professora que ele mais amava. Hoje, é um campeão mundial e está na faculdade. O que ele conquistou vai muito além da medalha”, disse o orgulhoso sensei Giovani.

Resultados Sub 21 – Copa Rio Internacional de Judô 2018

Nesta sexta, 07, também foram realizadas as disputas do Sub 21. E o que chamou atenção foram dois pódios seguidos, com ouro para duas pessoas muito parecidas, as irmãs gêmeas Thayane (57kg) e Thayná (63kg) Lemos. Desde o Sub 13, passando pelos Gymnasíade, o Mundial dos Jogos Escolares, deste ano em Marrakesh, essa rotina se repete. Na Copa Rio, mais uma conquista de alto nível para as meninas-prodígio de Nova Iguaçu, que neste sábado, ainda disputam o Sub 18 já que têm 17 anos ainda.

“Hoje (ontem) vai ser dia de festa lá em casa, mas com moderação.”, disse Thayná. Thayane completou: “Foi nossa primeira Copa Rio. É bom participar de uma competição forte, com atletas de fora, eu mesma lutei com uma chilena e outras adversárias duras de outros Estados. É muito bom ter uma competição desse nível aqui na nossa casa”. E Thayná completou: “Fiz duas lutas duras, mas consegui colocar meus treinos em prática”.

A questão de cada uma competir num peso diferente não chega a ser um problema. De acordo com elas, a cada competição é uma conversa. “A questão do controle de peso é sempre complicada porque a gente gosta de comer”, disse Thayná. “Então, uma sobe, outra desce, e a gente vê quem está com o melhor peso perto da competição”.

Neste sábado, 07, as irmãs vão em busca de mais um pódio no Sub 21. A Copa Rio Internacional de Judô terá ainda as disputas do Sub 15, Sub 18, Sênior e Veteranos. E se encerra no domingo, 09, com o Sub 13.

Confira a programação completa aqui.

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