Judô

Com apoio inesperado na arquibancada, refugiado é ouro na Copa Rio 2018

26.V

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Popole Misenga, que chegou ao Brasil em 2013 e competiu nos Jogos do Rio, conta com torcida em Deodoro de um compatriota que foi ao acaso acompanhar competição com uma bandeira do Congo*. Confira todas as súmulas do Sub 15, Sub 18, Sênior e Veteranos ao final da matéria

Popole Misenga, que chegou ao Brasil em 2013 e competiu nos Jogos do Rio, conta com torcida em Deodoro de um compatriota que foi ao acaso acompanhar competição com uma bandeira do Congo*. Confira todas as súmulas do Sub 15, Sub 18, Sênior e Veteranos ao final da matéria

Popole Misenga, que chegou ao Brasil em 2013 e competiu nos Jogos do Rio, conta com torcida em Deodoro de um compatriota que foi ao acaso acompanhar competição com uma bandeira do Congo*. Confira todas as súmulas do Sub 15, Sub 18, Sênior e Veteranos ao final da matéria Popole Misenga, que chegou ao Brasil em 2013 e competiu nos Jogos do Rio, conta com torcida em Deodoro de um compatriota que foi ao acaso acompanhar competição com uma bandeira do Congo*. Confira todas as súmulas do Sub 15, Sub 18, Sênior e Veteranos ao final da matéria Popole Misenga, que chegou ao Brasil em 2013 e competiu nos Jogos do Rio, conta com torcida em Deodoro de um compatriota que foi ao acaso acompanhar competição com uma bandeira do Congo*. Confira todas as súmulas do Sub 15, Sub 18, Sênior e Veteranos ao final da matéria

Pelo menos seis milhões de pessoas morreram na guerra civil na República Democrática do Congo, o antigo Zaire. Sobrevivente, Popole Misenga aproveitou a disputa do Campeonato Mundial de judô, em 2013, no Rio, para nunca mais voltar a morar em seu país. Tornou-se refugiado, disputou os Jogos Olímpicos de 2016 e segue conquistando feitos. O de agora foi o ouro na Copa Rio, competição que consolidou a carreira de judocas como Flávio Canto, Tiago Camilo e João Gabriel Schlittler e que retornou em 2018 depois de três anos sem ser realizada. Na decisão, Popole venceu, neste sábado, 08, o chileno Bryan Hernandez na final da categoria meio-pesado, até 100kg.

O congolês teve um inesperado apoio nas arquibancadas da Arena da Juventude, no complexo olímpico de Deodoro. Morador de Barros Filho, bairro da Zona Norte do Rio a cerca de seis quilômetros de Deodoro, Prince Atel chamou a atenção com a bandeira da República Democrática do Congo – mesmo sem saber que encontraria o compatriota em ação pela Copa Rio.

“Vim aqui para torcer pelos nossos campeões, os brasileiros, e, quando cheguei aqui vi que tinha o Popole lutando. Eu falei: graças a Deus que eu levei essa bandeira aqui para a gente ver também que o povo africano ama o judô do Brasil”, disse Prince, que tem pouco tempo praticando judô. “Foi muito bom, a gente ama o judô, é uma arte, é uma diversão. Faço kickboxing, comecei a lutar judô tem apenas um mês. No meu país, não tive a chance de fazer judô”.

Depois de subir ao pódio, Popole fez questão de ir ao encontro de Prince na arquibancada, já que havia sido surpreendido com um torcida tão entusiasmada e com a bandeira de seu país no ginásio.

“Quando eu vi a minha bandeira ali fique surpreso. Eu não chamei ele, não sei como ele sabia que tinha competição aqui, levei um susto. Mas pensei: agora que vou pegar mais firme, vou cair dentro. Não falei com ninguém, só o pessoal da minha academia e a minha mulher que sabiam que estou competindo aqui”, contou Popole.

O atleta do Instituto Reação, treinado pelo lendário Geraldo Bernardes, fez questão de destacar o quanto a disputa da Copa Rio é importante em seu treinamento e preparação para o próximo grande desafio da carreira. Ele venceu Carlos Pinto, Luan Ferreira e, na final, o chileno Hernandez, todos por ippon.

“Para mim, este título da Copa Rio serve para mostrar o que está dando certo no meu treinamento, foi um grande teste. Estou treinando bem no Reação. Para mim, é um caminho bom para eu buscar algo melhor lá na frente, na Olimpíada”, completou.

Os outros campeões da Copa Rio entre os sêniores foram: Kevin Morais (Fluminense) no superligeiro, Mary Dee Vargas (Chile) e Christian Salle (Judô Fragoso) no ligeiro, Maria Eduarda Gonçalves (Instituto Reação) e Adriano Souza (ACOPAJAM) no meio-leve, Adryelly Pinheiros (Ippon/Centro de Treinamento de Judô/MA) e Tomas Bringas (Chile) no leve, Raquel Silva (Instituto Reação) e Guilherme Guimarães (Minas) no meio-médio, Jéssica Santos (Instituto Reação) e Leonardo Lopes (Minas) no médio, Renata Cristina Januário (Instituto Reação), além de Popole, no meio-pesado e Stefanie Miranda (Equipe de Judô Pinheiro/RJ) e Tiago Souza (Minas) no pesado.
Entre os sêniores, o Instituto Reação ficou em primeiro lugar no quadro de medalhas, com cinco ouros, quatro pratas e três bronzes. O Minas foi o segundo colocado, com três ouros, uma prata e um bronze. A delegação do Chile terminou na terceira colocação, com dois ouros e três pratas.

Ainda neste sábado, 08, além do Sênior, foram disputadas as classes Veteranos, Sub 18 e Sub 15. Confira os resultados aqui e as súmulas aqui.

Súmulas Sub 15 – Copa Rio Internacional 2018
Súmulas Sub 18 – Copa Rio Internacional 2018
Súmulas Sênior – Copa Rio Internacional 2018
Súmulas Veteranos – Copa Rio Internacional 2018

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