Judô

Érika Miranda conquista o bronze no Mundial de Judô

66.V

COB
Brasileira de 31 anos vai ao pódio pela quinta vez na carreira na categoria até 52kg

Brasileira de 31 anos vai ao pódio pela quinta vez na carreira na categoria até 52kg

Já é tradição. Se tem Campeonato Mundial de judô, tem Érika Miranda no pódio. Nesta sexta-feira, dia 21, ela conquistou a medalha de bronze na categoria até 52kg da competição que está sendo disputada em Baku, no Azerbaijão. Na luta decisiva, ela derrotou a compatriota e amiga Jéssica Pereira, que ficou em quinto lugar em sua primeira competição de grande porte no adulto. No masculino, Daniel Cargnin, de 20 anos, fez uma boa campanha e terminou na quinta posição.

Érika tem no currículo a medalha de prata no Mundial de 2013, no Rio de Janeiro, e os bronzes em 2014 (Chelyabinsk, Rússia), 2015 (Astana,
Cazaquistão) e 2017 (Budapeste, Hungria). Ela explica tamanha regularidade

- Acho que fazer tudo com amor, empenho e dedicação, tanto no judô como na vida. Esse é o segredo do sucesso. São cinco medalhas e eu sigo perseguindo esse ouro, ainda tenho chance no ano que vem - disse a judoca de 31 anos.

A campanha de Érika Miranda se iniciou com vitória tranquila contra a finlandesa Katri Kakko, com Ippon após menos de dois minutos. Na segunda rodada, a agressividade da brasileira levou o árbitro dar punição tripla para a eslovena Petra Narekens, que acabou desclassificada da luta por falta de combatividade. Nas quartas de final, o duelo foi contra a belga Charlini Van Snick, que é medalhista olímpica, mas a vitória foi tranquila, com dois golpes que lhe renderam Waza-aris. Na semifinal, acabou derrotada por um Waza-ari pela japonesa Ai Shishime, mas, minutos depois, voltou ao tatame para, com um estrangulamento, derrotar a companheira de treinos Jéssica Pereira na luta pelo bronze.

- Tenho um retrospecto de perder para as japonesas, sempre nos pequenos detalhes. Quando você sai de uma derrota para buscar uma vitória, tem que ter a cabeça no lugar e ir até o final - disse.

Jéssica, de 24 anos, teve um dia positivo e, em seu primeiro Mundial adulto, ficou em quinto lugar. Foram duas vitórias nas eliminatórias, contra Thuy Nguyen, do Vietnã, e sobre a australiana Tinka Easton. Nas quartas de final, perdeu para a japonesa Uta Abe e, na repescagem, passou pela israelense Gefen Primo.

No masculino, Daniel Cargnin, de apenas 20 anos, fez uma ótima campanha e terminou na quinta posição da categoria até 66kg. No caminho, derrotou Petaz Zardo, da Bósnia, Nijat Shikhlizada, do Azervaijão, e Pavel Petrikov, da República Tcheca. Nas quartas de final parou no israelense Tal Flicker, número 1 do ranking. Na repescagem, derrotou Kherlen Gambod, da Mongólia, e, pelo bronze, caiu diante do vice-campeão olímpico Baul An.

- Acho que perder é sempre ruim, é duro, mas foi uma competição importante para mim. Foi duro, a gente treina para ganhar, mas às vezes não dá muito certo. Muita coisa aconteceu neste Mundial, aprendi um pouco com toda a situação vivida. Amadureci neste Mundial - disse.

A competição segue neste sábado, com a participação da campeã olímpica Rafaela Silva, que disputa a categoria até 57kg.

www.cob.org.br
Comitê Olímpico do Brasil

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