Taekwondo

Bronze no taekwondo dos Jogos Olímpico da Juventude, Sandy Macedo já quis ser bailarina e modelo

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Danilo Borges/ rededoesporte.gov.br
Brasileira conquistou a segunda medalha para o Brasil na modalidade na história da competição

Brasileira conquistou a segunda medalha para o Brasil na modalidade na história da competição

Sandy Macedo, de 17 anos, sonhou ser bailarina ou modelo, mas o destino a colocou dentro de um ginásio para praticar taekwondo. Nesta terça-feira, dia 9, a menina de São José dos Campos que tem nome em homenagem à cantora colheu os frutos por apostar em outros objetivos. Mesmo com a derrota para a marroquina Safia Salih na semifinal da categoria até 55kg dos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018, a brasileira deixará a capital argentina com a medalha de bronze no peito. Assim, o taekwondo do país conquista a segunda medalha consecutiva na história da competição. Em Nanquim 2014, Edval Marques foi ouro.

A brasileira estreou fazendo uma ótima luta contra Maya Badawy, do Egito. Não tomou conhecimento da adversária e ganhou por 23 a 3. Na semifinal, encontrou uma adversária conhecida, a marroquina Safia Salih, de 17 anos, com quem já lutado no Mundial da Tunísia, em abril, e derrotado por 10 x 2. A luta foi tensa terminou empatada por 1 a 1 no tempo normal. Na prorrogação, Sandy sofreu um chute na cabeça e acabou perdendo por 4 a 1. A derrota a levou às lágrimas, mas depois, com a medalha no peito, veio o sorriso de orgulho pelo resultado alcançado. O ouro ficou com a tailandesa Kanthida Aengsin, que venceu a algoz brasileira na grande decisão.

“Esse é um bronze com gostinho de ouro. Essa medalha é muito importante para mim e estou muito feliz por me tornar a primeira mulher a conquistar uma medalha no taekwondo nos Jogos Olímpicos da Juventude para o Brasil. Dei o meu melhor, representei o país da melhor maneira que pude e ganhei o bronze”, afirmou a jovem de 17 anos, que tem um currículo recheado de conquistas, entre elas o vice-campeonato mundial estudantil em 2018, no Marrocos, e o bicampeonato do US Open (2017 e 2018).

A medalhista olímpica da juventude tentou o balé antes de ingressar no taekwondo. " Meu sonho de criança era de ser bailarina. Cheguei a fazer aulas, mas não me interessei mais. Perto de casa havia turmas de taekwondo e sempre passava em frente com meus pais, após a missa. Foi então que vi atletas treinando, e achei legal. Treinei e acabei gostando, desde então sigo carreira”, contou a jovem atleta, que revelou ainda que seu nome foi dado em homenagem à cantora Sandy, de quem sua mãe era muito fã.

Sandy é de São José dos Campos, no interior de São Paulo, e coleciona medalhas e troféus na modalidade. É tricampeã brasileira (2014, 2017 e 2018), campeã dos Jogos Sul-Americanos da Juventude (2017), vice-campeã pan-americana (2017) e agora conquistou uma medalha de bronze nos Jogos da Juventude. "O meu sonho desde pequena não era ter uma medalha olímpica, mas ser campeã olímpica", avisa.

www.cob.org.br
Comitê Olímpico do Brasil

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