Professores Francisco e Orlando participam do Credenciamento da FJERJ

Gostou? Compartilhe!

Professores Francisco e Orlando, participam do Credenciamento da FJERJ
Professores Francisco e Orlando no CT da UENF
Foto: JudoCam

Os professores Francisco de Alvarenga Leandro do Judô Clube Campos dos Goytacazes (JudoCam/UENF) e Orlando Gomes Leandro da Associação Desportiva Fernandes Leandro (ADFL) participaram neste último sábado, 28/01/2023, do Credenciamento Técnico 2023 da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ).

O Credenciamento obrigatório para professores que irão atuar como técnicos pela FJERJ contou com a participação de mais de 400 professores que estão autorizados a atuar como técnico no ano de 2023.

A FJERJ busca sempre inovar em seus credenciamentos e este ano não foi diferente, pois aconteceram duas palestras interessantíssimas com a Dra. Gabriela Conceição de Souza sobre “Reflexões sobre o Judô Feminino”, e com a pós-graduada Claudia Mendonça de Barros sobre “Judô e Funções Executivas”.

Na abertura, o presidente Jucinei Costa apresentou as conquistas alcançadas pela FJERJ, o suporte dado aos filiados e agremiações. Fez um balanço do ano de 2022, e apresentou algumas metas para 2023, como renovar os apoios de empresas e filiados, aumentar o número de filiados e outros.

O vice-presidente Jeferson Vieira comentou sobre as regras que os técnicos têm que seguirem dando ênfase às penalidades que o técnico recebe e as consequências que isto pode acarretar para o técnico e para o atleta.

Quando um técnico toma a primeira advertência em uma luta, ele não pode tomar a segunda pois ele é suspenso da luta e sendo encaminhado para a arquibancada e se mesmo assim ele ficar instruindo seu atleta da arquibancada, ele será suspenso por um dia como técnico.

O judogui é de responsabilidade do técnico e do atleta, se ele não passar no controle da competição, o técnico será suspenso e o atleta troca o kimono e continua na competição. Não se pode esquecer dos pet’s nos kimonos.

Caso o técnico não concorde com o resultado deve procurar coordenador de arbitragem.

Dra. Gabriela Conceição de Souza
Foto: Arquivo Pessoal

A palestrante Dra. Gabriela apresentou as “Reflexões sobre o Judô Feminino”.

Terceiro dan de judô e pós doutorado em educação física pela UFRJ, a Dra. Gabriela apresentou de forma prática e de fácil entendimento a evolução do judô feminino no início em 1926, criado pelo Jigoro Kano, a escola de judô para mulheres no Japão, a pioneira Utako Shimada era aluna de Jigoro kano e defendia o ensino do judô para meninos e meninas.

Em 1933, a Katsuko Kasaki foi a primeira mulher faixa preta no Japão.

As faixas do judô feminino tinham que ter uma listra branca no meio delas e no ano de 1999, a Federação Internacional de Judô (FIJ) aboliu este sistema da diferenciação nas faixas, sendo que só no ano de 2017, foi abolida pelo Japão.

Em 1935, a Sarah Mayers foi a primeira ocidental a conquistar a faixa preta.

Em 1955, Rusty Kanokogi foi pioneira do judô nos Estados Unidos da América e foi responsável pelo 1º campeonato mundial de judô feminino no ano de 1980.

Em 1980, foi realizado o 1º campeonato brasileiro de judô feminino.

Gilmar dos Santos Dias
Foto: Arquivo Pessoal

O Coordenador de Arbitragem Gilmar dos Santos Dias mencionou sobre o Circuito Hajime, suas regras, posturas dos Árbitros e professores, antes, durante e depois dos eventos. Cuidados com os pet’s nos kimonos, respeito entre técnicos e árbitros e relembrou algumas regras do circuito Hajime.

Classes sub 9 e sub 11
Não tem a presença dos técnicos nas áreas de luta.
O atleta só é punido na terceira falta.

Classes sub 13 e sub 15
Não tem a obrigatoriedade de dois judoguis;
O atleta só é punido na segunda falta.

Classe sub 18
O atleta faz um erro, é dado mate o árbitro orienta o atleta e depois puni com a advertência cabível.

É obrigado a ter dois judoguis.

O Atendimento médico é livre, sabendo que a última decisão é do médico se o atleta está apto a voltar ou não.

O Coordenador Cláudio mencionou sobre as equipes, pesagem dos atletas, pesagem antecipada e os documentos oficiais aceitos, todos que tenham fotos, não aceitando prints e nem fotos de documentos.

O Diretor Técnico Leonardo Lara falou sobreo sucesso do Circuito Hajime, tanto em inscritos como de público. Apresentou a separação de faixas utilizadas no circuito, e mostrou a preocupação da FJERJ no desenvolvimento do atleta como um todo e não só na parte competitiva. Informou que no ano de 2022, 29 treinadores foram convocados pela CBJ.

A palestrante Cláudia Mendonça de Barros apresentou as “Judô e Funções Executivas”.

Pós-graduada e professora de educação física, Cláudia detalhou sobre o corpo e cognição, exercício físico e saúde do cérebro, benefícios dos exercícios para a aprendizagem, sistema nervoso central, funções executivas básicas e características do Judô que requisitam as funções cognitivas.

O professor Marco Aurélio Gama falou sobre o planejamento do programa de promoção de dan 2023, sobre as condições mínimas e relembrou algumas regras para que nenhum candidato seja prejudicado no final do processo do exame de graduação, tendo cuidado com a carência de graduação e no Zempo, atestado médico, curso de oficial de mesa, frequentar pelo menos 4 dos 5 módulos realizados, estar em dia com suas obrigações junto a FJERJ e com a CBJ

Fonte: Francisco de Alvarenga Leandro/JudoCam


Gostou? Compartilhe!
Share

Deixe um comentário