Professores da Associação Desportiva Viva Saudável (ADVS) participaram do Credenciamento de Arbitragem 2026, promovido pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ). O evento é obrigatório para todos os árbitros que desejam atuar nas competições oficiais do calendário estadual.

Francisco de Alvarenga Leandro (Tênis Club de Campos dos Goytacazes – JudoCam) e Manoel Leandro Neto (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF), representantes do Núcleo da 6ª Região, foram devidamente habilitados para atuar como árbitros da FJERJ. O credenciamento foi realizado no dia 7 de fevereiro (sábado), no Jequiá Iate Clube, localizado na Praia do Zumbi, nº 28, bairro Zumbi, Rio de Janeiro – RJ.

O evento contou com a participação de técnicos e árbitros, reunindo mais de 150 profissionais de todo o Estado do Rio de Janeiro, demonstrando a força e a organização da arbitragem fluminense.

Organizado pela FJERJ, presidida por Leonardo Lara, o credenciamento apresentou as atualizações e reforçou as regras que estarão em vigor durante a temporada 2026.
A coordenação das atividades ficou a cargo da coordenadora de arbitragem Bruna Medeiros Neves (Árbitra Internacional FIJ A), com o apoio dos árbitros Chuno Wanderlei Mesquita (Árbitro Internacional FIJ A) e Diego Ramon de Mello Gonçalves (Árbitro Continental FIJ B).
Durante o encontro, foi apresentado o relatório de atividades de 2025, com destaque e reconhecimento aos 80 árbitros que atuaram ao longo da temporada, sendo 16 mulheres e 64 homens. Todos demonstraram, por meio de suas apresentações, o elevado nível técnico da arbitragem carioca.
Também foram apresentados os novos projetos para 2026, tendo como um dos principais destaques a criação da categoria de Árbitro Regional. Este profissional poderá atuar em eventos amistosos e nos núcleos regionais, desde que atenda aos seguintes critérios: idade mínima de 18 anos, faixa marrom, filiação à FJERJ e aprovação no curso de arbitragem com média mínima 7.

Além disso, os organizadores abordaram as atribuições do Árbitro de Tatame e do Árbitro Supervisor de Área, reforçando conhecimentos sobre as regras já existentes e apresentando as atualizações recentes.

Ao final do evento, o professor Francisco de Alvarenga Leandro destacou a importância da iniciativa:
“O credenciamento foi extremamente bem organizado, com conteúdo claro, atualizações importantes e um alto nível técnico. Momentos como esse fortalecem a arbitragem e contribuem diretamente para a evolução do judô em nosso estado.”


Veja algumas:
- Yuko:
- As pontuações são contadas (1, 2, 3, etc.), mas não somam Waza-ari.
- Infinitos Yuko serão inferiores a um Waza-ari.
- Yuko será atribuído quando:
- O atleta cair em 90° em relação ao Tatami.
- O atleta cair com parte de trás do ombro ou da linha de ombro a ombro (cintura escapular).
- O atleta cair apoiado no cotovelo, mesmo que haja espaço entre o corpo e o Tatami.
- O atleta cair sentado com o tronco pelo menos a 90° em relação ao Tatami. Se o atleta cair sentado e apoiar as mãos ou cotovelo, será atribuído Yuko, mas não será atribuído Shido.
- Yuko não será atribuído se:
- A parte da frente do estômago, a parte anterior do quadril ou a frente do joelho estiver tocando o Tatami.
- O atleta cair com o estômago para frente (barriga para baixo).
- O atleta cair sentado com o tronco inclinado para frente (angulação menor que 90°).
- O atleta cair com a perna para frente (patela), mesmo que o tronco esteja a 90° em relação ao Tatami (cair de frente).
- O atleta cair com a parte anterior do ombro (frontal).


Tempo do Osaekomi
- Ippon: 20 segundos.
- Waza-ari: 10 segundos ou mais, mas menos de 20 segundos (10-19 segundos).
- Yuko: 5 segundos ou mais, mas menos de 10 segundos (5-9 segundos).
Em Golden Score, quando o Osaekomi atingir 5 segundos, o combate deverá ser interrompido, com a marcação do Yuko e, em seguida, Soremadê.

Abraço de Urso
- É permitido o abraço de urso desde de que quando for iniciado o Tori ou Uke esteja com uma das mãos no judogui do adversário.
- Em qualquer situação de abraço de urso em que o atleta não entrelace as mãos ou mão e braço, deverá ser avaliado, caso ocorra uma pontuação.

Seoi-nage Invertido
- É permitido o Seoi-nage invertido nas classes sênior e júnior.
- O Seoi-nage invertido na classe cadete será penalizado com Shido.
Tori Usando a Cabeça
- Nas classes sênior e júnior, Tori pode usar a cabeça em uma ação de projeção.
- Na classe cadete, os atletas não estão autorizados a usar a cabeça para uma ação de projeção como Tori. Caso o façam, será aplicado Shido.
Uke Aplicando uma Defesa de Cabeça
- Nas classes sênior e júnior, é permitido ao Uke usar a cabeça para defender.
- Na classe cadete, os atletas não podem usar a cabeça para defender como Uke. Nesta situação, será atribuída uma pontuação ao Tori, caso exista, e o Uke receberá Shido.
- Nota: A aterrissagem (queda) em ponte continua a ser considerada Ippon!
Diving
- “Mergulhar” de cabeça no Tatami, inclinar-se para a frente e para baixo enquanto executa ou tenta executar técnicas como Uchi-mata, Harai-goshi, Seoi-nage, Tai-otoshi, Kata-guruma, Tsuri-goshi, Ura-nage, etc., é proibido.
- Dar um salto mortal para a frente quando o Uke está nos ombros ou nas costas do Tori também é proibido e deverá ser aplicado Hansokumake.
- Fica definida uma diferença entre TOCAR/APOIAR a cabeça em situações que Tori executa um ataque (situações válidas) e as situações de MERGULHO/JUMPING (situações não válidas, que deverão ser penalizadas com Hansokumake).
- Obs.: Deve ser observada a ação de defesa do Uke.
Pegada abaixo da Faixa
- Todas as pegadas no Wagi e abaixo da faixa até o nível da parte superior da coxa estão permitidas. MAS, Se utilizar Kumikata negativo abaixo da faixa e na parte superior interna das coxas, será dado Shido.
- Todas as ações de Kumikata POSITIVAS abaixo da linha da faixa estão permitidas desde que sejam feitas até a linha que divide as nádegas da coxa.
- As ações feitas abaixo da linha da faixa com o objetivo de bloqueio/defesa não estão permitidas e deverá ser aplicado Shido.
- As ações feitas na parte interna da coxa, mesmo na parte superior (ex.: Kata-guruma), deverão ser penalizadas com Shido.
- É proibido enlaçar as pernas com a mão ou o braço, tocar e agarrar as pernas e calças na parte superior interna da coxa. Caso ocorra, será aplicado Shido.
- As ações de enlaçar/agarrar as pernas do Uke com os braços do Tori estão proibidas e deverá ser aplicado Shido.
- NÃO podem ser feitas ações entre as pernas (ex.: Kata-guruma). Caso sejam feitas, deverá ser aplicado Shido.
Pegadas por Dentro das Mangas e das Calças
- Em Tachi-waza, é permitido agarrar dentro da manga como Tori e como Uke.
- Em Tachi-waza, não é permitido agarrar por dentro das calças (parte inferior) como Tori e como Uke, e será aplicado Shido.
- Em Ne-waza, é permitido agarrar dentro da manga como Tori e como Uke.
- Em Ne-waza, é permitido agarrar por dentro das calças como Tori e como Uke.
Kansetsu-waza e Shime-waza
- A aplicação de Kansetsu-waza ou Shime-waza em Tachi-waza sem uma técnica de projeção de judô ou com uma técnica de projeção de judô com menor risco de lesão, em que o Uke tenha a possibilidade de escapar, executada com uma ou duas mãos num braço, será aplicado Shido.
- A aplicação de Kansetsu-waza ou Shime-waza em Tachi-waza com uma técnica de projeção de judô com maior risco de lesão, em que o Uke não tenha possibilidade de escapar, executada com uma ou duas mãos num braço, será sancionada com Hansokumake.
- Fica estabelecido que as ações de Kansetsu e Shime-waza em Tachi-waza serão avaliadas entre Shido e Hansokumake. A arbitragem levará em consideração a gravidade e a possibilidade de defesa do Uke. Situações graves e/ou sem possibilidade de defesa deverão ser penalizadas com Hansokumake. Situações menos graves e/ou que possibilitem defesa deverão ser penalizadas com Shido.
Falso Ataque
- Considera-se que existe um falso ataque quando:
- Tori não tem intenção de projetar.
- Tori ataca sem Kumikata ou solta imediatamente o Kumikata.
- Tori efetua um único ataque falso ou vários ataques falsos repetidos sem quebra do equilíbrio do Uke.
- Tori coloca uma perna entre as pernas de Uke para bloquear a possibilidade de um ataque.
- Tori não tem qualquer possibilidade realista de projetar (novo).
- Situações não realistas e que realmente não possibilitem uma ação de projeção (“volume de luta”) serão consideradas como falso ataque e deverá ser aplicado Shido.
Saída da Área
- Em Tachi-waza, quem sair intencionalmente da área de combate será penalizado com Shido.
- Em Ne-waza, quem sair intencionalmente da área de combate será penalizado com Shido.
- Em Tachi-waza, serão consideradas saídas de área passíveis de aplicação de Shido somente as saídas deliberadas que ocorrerem sem Kumikata estabelecido.
- Em Ne-waza, saídas deliberadas (com ou sem Kumikata estabelecido) com o intuito de fuga de uma ação positiva deverão ser penalizadas com Shido.
Kumikata
- O tempo entre o Kumikata convencional (Hikite e Tsurite clássicos) e a execução de um ataque é de 30 segundos se houver uma progressão positiva.
Osaekomi
- Será atribuída uma pontuação de projeção se houver uma técnica de projeção classificada pelo Kodokan ou uma variação da mesma, com continuidade e aterrissagem válidas.
- Um “Osaekomi!” será anunciado se houver uma técnica Osaekomi-waza classificada pelo Kodokan ou uma variação da mesma, fixação e controle.
- Assim como em Tachi-waza, em Ne-waza deverá haver uma técnica da Kodokan (ou suas variações) para que a ação seja considerada válida.
- Mesmo que haja controle por parte de Tori, mas não seja uma técnica ou sua variação da Kodokan, o Osaekomi não deverá ser proferido.
- Obs.: O Uke deve estar plenamente fixado e controlado para iniciar o Osaekomi.
- As ações em Ne-waza (Kansetsu-waza, Shime-waza e Osae-waza) serão consideradas como judô positivo.
Shido nas Competições de Cadetes
- Na classe cadete, os atletas não estão autorizados a usar a cabeça para projetar como Tori. Caso o façam, serão penalizados com Shido.
- Na classe cadete, os atletas não podem usar a cabeça para defender como Uke. Nesta situação, será atribuída uma pontuação ao Tori, caso exista, e o Uke será penalizado com Shido.
- Na classe cadete, não haverá pontuação para o Seoi-nage invertido, mas será penalizado com Shido.
Técnicas Autorizadas
- São permitidas técnicas de judô com classificação Kodokan para todos os grupos etários.
- São permitidas técnicas parciais de classificação Kodokan (Tachi-waza vs Ne-waza; eventos sênior/júnior vs cadete).
- Há técnicas de judô classificadas pelo Kodokan que não são permitidas (Kawazu-gake, Kani-Basami, Do-jime, Ashi-garami).
Comissão Estadual de Arbitragem FJERJ:
Bruna Medeiros Neves – FIJ A
Marcelo José Colonna de Miranda – FIJ A
Chuno Wanderley Mesquita – FIJ A
Augusto Eduardo Ramos – FIJ A
Diego Ramon de Mello Gonçalves – FIJ B
Marcos Uilson de Almeida (secretário) – ASP FIJ
Fonte: Comissão Estadual de Arbitragem FJERJ
Retrospectiva 2026:
Fevereiro:
Janeiro:
- Wanderley Cordeiro de Lima recebe homenagem de alunos e professores
- Professores da ADVS participam do Credenciamento Técnico da FJERJ 2026
Reflexão:
“E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.
E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;
Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;
Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.
E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.”
Lucas 22:14-20
A Associação Desportiva Viva Saudável (ADVS) atua em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro, promovendo o ensino e a prática do judô com foco na formação esportiva, educacional e social de seus alunos. A entidade é devidamente registrada na Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e na Confederação Brasileira de Judô (CBJ), garantindo que todas as suas atividades sigam os padrões oficiais e as diretrizes das instituições que regulamentam o esporte no país.
Locais de treinamentos da ADVS:
Campos dos Goytacazes:
- Associação Desportiva Viva Saudável (ADVS), professores Arthur Souza do Carmo e Thiago Freitas de Oliveira;
- Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (CENSA), professores Francisco de Alvarenga Leandro e Luís Cezar Ribeiro;
- Colégio Eucarístico; professor Manoel Leandro Neto
- Judô Clube Campos dos Goytacazes (Tênis Club de Campos dos Goytacazes), professores Alexandre Souza Viana, Francisco de Alvarenga Leandro e Manoel Leandro;
- Projeto IDE Missiones (Donana), professor Alexandre Souza Viana;
- Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), professores Manoel Leandro Neto e Paulo Maia.
Itaperuna:
- Academia Cemedfit, professores Wanderley e Viviane Diniz
- Academia Lifecenter, professores Wanderley e Pedro Bastos
- IFF Itaperuna, professores Rodrigo Martins/ Bernardo Boechat
- Itamed, professor Caio Julião
- Judô Clube Itaperuna (JCITA), professores Wanderley Cordeiro de Lima e Bernardo Boechat
- Missão em Obras, professores Viviane Diniz e Marquinho e Pastora Juliana
- Projeto Esporte Ativo, professores Magno Barbeiro/ Bernardo Boechat/ Pedro Bastos.
Varre-Sai
- Judô Clube Varre Sai, professora Alessandra de Fátima Azevedo Vargas
As coberturas dos vídeos e imagens foram gentilmente cedidas pela Fabiulla Tosatti e Clara Tosatti.
- Direção : Fabiulla Tosatti e Clara Tosatti
- Produção (fotos, vídeos, imagens, entrevistas e edição): @fabitosatti / @fabitosatti.assistente
- Imagem de apoio: Acervo Associação de Veteranos do Estado do Rio de Janeiro – @ajmrj
Fonte:Francisco de Alvarenga Leandro/ADVS
