Daniel Cargnin conquista o ouro e Brasil chega a quatro medalhas no Grand Slam de Lausanne

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Grand Slam de Judô em Lausanne 2026
Crédito: Maicon Maia/CBJ

Judoca brasileiro vence cinco lutas, supera o russo Danil Lavrentev na final e conquista seu segundo título em Grand Slams; Clarice Ribeiro, Michel Augusto e Rafaela Rodrigues completaram o pódio brasileiro com três bronzes

O Brasil fechou os dois primeiros dias do Grand Slam de Lausanne, na Suíça, com quatro medalhas e um saldo positivo nas disputas por pódio. O grande destaque foi Daniel Cargnin, que conquistou neste sábado (29) a medalha de ouro na categoria até 73kg, enquanto Clarice Ribeiro (-48kg), Michel Augusto (-60kg) e Rafaela Rodrigues (-52kg) haviam garantido três bronzes na abertura da competição, na sexta-feira (28).

A conquista de Cargnin foi o quarto pódio brasileiro em Lausanne e marcou o segundo ouro do judoca em etapas de Grand Slam. O resultado também reforça a boa fase do Brasil no Circuito Mundial em 2026, temporada que já conta com importantes resultados individuais e pontos fundamentais para o ranking classificatório para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Grand Slam de Judô em Lausanne 2026
Crédito: Maicon Maia/CBJ

Daniel Cargnin volta ao topo de um Grand Slam

O segundo dia de competição foi dourado para o Brasil graças a Daniel Cargnin. O brasileiro fez uma campanha perfeita no peso leve e precisou superar cinco adversários até chegar à medalha de ouro.

Na estreia, Cargnin venceu o georgiano Mikheili Bakhbakhashvili por 3 a 1 nas punições. Nas oitavas de final, repetiu o resultado diante do turco Ibrahim Demirel, impondo bom volume de luta e fazendo o adversário receber três punições por passividade.

Nas quartas de final, Daniel conseguiu um yuko diante do emiradense Kazbek Naguchev. Na semifinal, protagonizou um duelo equilibrado contra o uzbeque Said-Magomed Khalidov, definido aos três minutos do golden score, quando o brasileiro conseguiu um waza-ari para garantir a vaga na decisão.

Na final, Cargnin enfrentou o russo Danil Lavrentev, número cinco do mundo e campeão do Grand Slam do Cazaquistão em 2026. O brasileiro começou atrás no placar, sofrendo um yuko ainda no início do combate, mas não desistiu.

A pouco mais de um minuto do fim, com os dois judocas pendurados nas punições, Cargnin ajustou a pegada e encontrou o momento perfeito para aplicar um contragolpe. O golpe resultou em ippon, garantindo uma virada espetacular e o título do Grand Slam de Lausanne.

O ouro foi o segundo de Daniel Cargnin em Grand Slams. O primeiro havia sido conquistado em casa, no Grand Slam de Brasília, em 2019. O brasileiro também possui dois bronzes em Grand Slams, cinco medalhas em Grand Prix, um ouro no World Masters, uma prata e um bronze em Campeonatos Mundiais, além dos bronzes olímpicos conquistados em Tóquio 2020 e Paris 2024.

Atual número três do mundo, Cargnin também conquistou em 2026 o ouro no Campeonato Pan-Americano e o bronze no Grand Prix da Áustria. Com o resultado em Lausanne, a expectativa é de que o brasileiro avance no ranking mundial na próxima atualização.

Após a conquista, Daniel destacou principalmente a postura demonstrada durante a competição.

“Foi uma competição muito difícil, em que todas as lutas ou foram para o golden score ou duraram o tempo completo. Eu estou muito feliz por conta do sentimento que é voltar a ser um competidor, porque hoje eu não desisti em nenhum momento. Há duas semanas eu saí sem medalha do Peru e não estava treinando muito bem, mas hoje, mais do que tecnicamente, eu consegui colocar o Daniel guerreiro para dentro do tatame”, analisou o campeão.

Gabriel Falcão termina em quinto lugar

Outro destaque brasileiro neste sábado foi Gabriel Falcão, na categoria até 81kg. O judoca chegou à disputa pelo bronze e terminou a competição na quinta colocação.

A categoria até 81kg, ao lado dos 73kg, foi uma das mais numerosas do Grand Slam de Lausanne, com 53 atletas inscritos.

Falcão iniciou sua campanha com duas vitórias por ippon. Primeiro, superou o austríaco Magamed Borchashvili e, na sequência, derrotou o suíço Loic Gerosa. Nas oitavas de final, enfrentou o sérvio Vasilije Grujicic e conseguiu um waza-ari a apenas quatro segundos do fim para avançar.

Nas quartas, o brasileiro encarou o azeri Omar Rajabli, atleta integrante do top 10 mundial, e venceu por dois yukos, garantindo presença na semifinal.

Na luta por uma vaga na final, Falcão enfrentou o uzbeque Arlslonbek Tojiev. O combate foi para o golden score e, embora o adversário tenha recebido duas punições, ficando pendurado, acabou encontrando o ippon para avançar.

Na disputa pelo bronze, o brasileiro teve pela frente o suíço Aurelien Bonferroni. O adversário conseguiu um yuko ainda no início da luta, aproveitando uma posição deixada após uma entrada de Falcão. O brasileiro tentou buscar a virada, mas não conseguiu alterar o placar até o fim.

A quinta colocação garantiu 360 pontos para Gabriel Falcão no ranking mundial.

Três bronzes abriram a campanha brasileira

Antes do ouro de Cargnin, o Brasil já havia subido três vezes ao pódio em Lausanne.

Na sexta-feira (28), Clarice Ribeiro (-48kg), Michel Augusto (-60kg) e Rafaela Rodrigues (-52kg) conquistaram medalhas de bronze e deram ao Brasil um início positivo na competição.

Grand Slam de Judô em Lausanne 2026
Crédito: Maicon Maia/CBJ

Clarice Ribeiro conquista primeiro Grand Slam da carreira

A primeira medalha brasileira foi conquistada por Clarice Ribeiro. Aos 18 anos, a judoca garantiu o primeiro pódio de sua carreira em etapas de Grand Slam.

Clarice estreou vencendo a japonesa Yua Mori por yuko. Nas oitavas de final, derrotou a chilena Mary Dee Vargas Ley por ippon após imobilização.

Nas quartas, enfrentou a chinesa Wenna Zhuang, número três do mundo. Após o empate em waza-ari no tempo regulamentar, a luta foi para o golden score, e a brasileira conseguiu uma imobilização que resultou no yuko e na classificação para a semifinal.

Na luta por uma vaga na final, Clarice foi superada pela russa Marina Vorobeva. Na disputa pelo bronze, porém, a brasileira voltou ao tatame determinada e controlou o combate diante da portuguesa Catarina Costa, multimedalhista do Circuito Mundial.

Clarice marcou um yuko logo no início e administrou a vantagem com um bom trabalho de solo para garantir a medalha.

A jovem brasileira vem construindo uma trajetória de destaque no cenário internacional. Ela conquistou três títulos consecutivos no Campeonato Mundial Cadete, feito inédito no judô mundial. No sênior, já possui uma prata no Open Europeu de Varsóvia, em 2025, e o ouro no Campeonato Pan-Americano de 2026, além de títulos nacionais como o CBI Troféu Brasil e o Campeonato Brasileiro.

O bronze em Lausanne acrescentou 500 pontos ao ranking mundial e deve aproximá-la do top 20 da categoria.

Michel Augusto conquista mais uma medalha internacional

Na categoria até 60kg, Michel Augusto também garantiu o bronze e confirmou sua boa fase na temporada.

O brasileiro venceu o belga Oliver Naert por yuko na estreia e depois derrotou o israelense Yehonatan Veksler por ippon, após imobilização.

Nas quartas de final, Michel sofreu seu único revés do dia diante do sul-coreano Harim Lee, medalhista de bronze em dois dos últimos três Campeonatos Mundiais.

Na repescagem, voltou a vencer e garantiu uma vaga na disputa pelo bronze. O adversário foi o francês Luka Mkheidze, atual vice-campeão olímpico. Em uma luta equilibrada, Michel conseguiu a imobilização no golden score e empatou o confronto direto entre os dois.

Na decisão pelo bronze, o brasileiro enfrentou Ruslan Poltoratskii, do Bahrein, atual campeão asiático. Depois de um início complicado, no qual recebeu duas punições, Michel conseguiu equilibrar o combate e levou o adversário a também ser penalizado.

No golden score, encontrou o momento decisivo para aplicar um yuko e confirmar a medalha.

A conquista veio apenas duas semanas depois de Michel Augusto conquistar o ouro no Grand Prix de Lima, seu primeiro título no Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. Aos 21 anos, o brasileiro ocupa atualmente a quarta posição do ranking mundial e somou mais 500 pontos em Lausanne.

Rafaela Rodrigues mantém 100% de aproveitamento no Circuito Mundial

Fechando o dia de abertura, Rafaela Rodrigues conquistou o terceiro bronze brasileiro na categoria até 52kg.

A brasileira estreou vencendo a holandesa Naomi Van Krevel por ippon. Nas oitavas, superou a russa Karina Efimova por yuko e, nas quartas de final, protagonizou uma grande virada contra a japonesa Rin Takeuchi, campeã do Grand Prix de Qingdao. Rafaela transformou uma desvantagem de yuko e waza-ari em um ippon.

Na semifinal, enfrentou a experiente francesa Blandine Pont, dona de cinco medalhas de ouro em Grand Slam, incluindo duas conquistadas em 2026. Rafaela acabou projetada para yuko e foi para a disputa pelo bronze.

A decisão da medalha foi uma verdadeira batalha contra a uzbeque Sugdiyona Rafkatova. Depois de quatro minutos de tempo regulamentar, o combate ainda se estendeu por aproximadamente sete minutos de golden score, com as duas judocas penduradas nas punições.

Rafaela aumentou a pressão e conseguiu provocar a terceira punição por passividade da adversária, garantindo a medalha.

Aos 19 anos, Rafaela vive um mês de agosto memorável. Duas semanas antes, em sua estreia no Circuito Mundial, havia conquistado o ouro no Grand Prix de Lima. Em Lausanne, em seu primeiro Grand Slam, já garantiu o bronze.

Somados, os resultados nas duas competições renderam 1.200 pontos, levando a brasileira ao top 30 mundial da categoria na próxima atualização.

No cenário nacional, Rafaela é a atual campeã do CBI Troféu Brasil e também garantiu vaga para os Jogos Sul-Americanos, que serão realizados nos dias 18, 19 e 20 de setembro.

Outros brasileiros também competiram em Lausanne

Além dos medalhistas, o Brasil contou com outros atletas nos dois primeiros dias do Grand Slam.

Na sexta-feira, Gabriela Conceição (-52kg), Sarah Souza (-57kg) e Shirlen Nascimento (-57kg) foram eliminadas na primeira luta. No masculino, Ronald Lima (-66kg) venceu Erbol Aasbekov, do Quirguistão, de virada, mas caiu nas oitavas diante do ucraniano Vadym Chernov. Willian Lima (-66kg) também foi eliminado na estreia pelo cazaque Akylzhan Zhubatkanov, que terminou a competição na sétima colocação.

No sábado, Guilherme de Oliveira (-73kg) venceu o togolês Mattheo Lawson, mas foi eliminado na rodada seguinte pelo georgiano Giorgi Loladze.

Na categoria até 81kg, Enzo Trombini passou pelo israelense Itay Bibitko, mas acabou superado pelo russo Egor Sukhoparov.

Entre as mulheres do até 70kg, Nauana Silva venceu a polonesa Katarzyna Sobierajska por ippon e depois foi superada pela chinesa Yingying Feng por yuko. Luana Carvalho também venceu uma luta, diante da azeri Sudaba Aghaeva, marcando um ippon e um yuko, mas caiu nas oitavas de final diante da francesa Clemence Eme.

Brasil chega a quatro medalhas em Lausanne

Com o ouro de Daniel Cargnin e os bronzes de Clarice Ribeiro, Michel Augusto e Rafaela Rodrigues, o Brasil chega a quatro medalhas no Grand Slam de Lausanne, sendo um ouro e três bronzes.

O resultado amplia a coleção brasileira em etapas de Grand Slam na temporada de 2026 para 14 medalhas: dois ouros, uma prata e 11 bronzes.

Além da importância esportiva, os resultados também representam pontos relevantes para o ranking mundial e para a corrida classificatória aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, cujo ranking olímpico foi aberto em junho deste ano.

Domingo encerra o Grand Slam

O Grand Slam de Lausanne será encerrado neste domingo (30), com mais cinco brasileiros em ação: Beatriz Freitas (-78kg), Rafael Macedo (-90kg), Marcelo Gomes (-90kg), Leonardo Gonçalves (-100kg) e Giovani Ferreira (-100kg).

As preliminares começam às 4h30 (horário de Brasília), com o bloco final previsto para as 12h. A competição terá transmissão ao vivo pela Judo TV, SporTV e CazéTV.

A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio oficial do BNDES e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.

Fonte: CBJ

Reflexão:

“Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Tirou-me de um lago horrível, de um charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.”

Salmos 40:1,2

A Associação Desportiva Viva Saudável (ADVS) atua em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro, promovendo o ensino e a prática do judô com foco na formação esportiva, educacional e social de seus alunos. A entidade é devidamente registrada na Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e na Confederação Brasileira de Judô (CBJ), garantindo que todas as suas atividades sigam os padrões oficiais e as diretrizes das instituições que regulamentam o esporte no país.

Locais de treinamentos da ADVS:

Campos dos Goytacazes:

  • Associação Desportiva Viva Saudável (ADVS), professores Arthur Souza do Carmo e Thiago Freitas de Oliveira;
  • Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (CENSA), professores Francisco de Alvarenga Leandro e Luís Cezar Ribeiro;
  • Colégio Eucarístico; professor Manoel Leandro Neto
  • Judô Clube Campos dos Goytacazes (Tênis Club de Campos dos Goytacazes), professores Alexandre Souza Viana, Francisco de Alvarenga Leandro e Manoel Leandro;
  • Projeto IDE Missiones (Donana), professor Alexandre Souza Viana;
  • Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), professores Manoel Leandro Neto e Paulo Maia.

Itaperuna:

  • Academia Cemedfit, professores Wanderley e Viviane Diniz
  • Academia Lifecenter, professores Wanderley e Pedro Bastos
  • IFF Itaperuna, professores Rodrigo Martins/ Bernardo Boechat
  • Itamed, professor Caio Julião
  • Judô Clube Itaperuna (JCITA), professores Wanderley Cordeiro de Lima e Bernardo Boechat
  • Missão em Obras, professores Viviane Diniz e Marquinho e Pastora Juliana
  • Projeto Esporte Ativo, professores Magno Barbeiro/ Bernardo Boechat/ Pedro Bastos.

Varre-Sai

  • Judô Clube Varre Sai, professora Alessandra de Fátima Azevedo Vargas

Fonte: Francisco de Alvarenga Leandro


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